Casamento real, sem plástico e com atitude


Casamento real, mas sem plástico e com atitude

A monarquia ainda sobrevive firme e forte no Reino Unido e em outros países europeus, e diga-se de passagem, com um alto índice de aprovação de seus súditos, mas a nova geração da realeza mostra que veio mudar velhos e insustentáveis hábitos e tradições do passado.

No segundo casamento real britânico deste ano – o primeiro foi deles foi em maio, entre o Príncipe Harry e a atriz americana afrodescendente Megan Markle -, a Princesa Eugenie subiu ao altar da Capela de São Jorge, em Windsor, para dizer sim ao empresário Jack Brookbank.

Eugenie é filha do Príncipe Andrew, terceiro filho da Rainha Elizabeth, com Sarah Ferguson. A jovem está bem longe do trono, pois figura como número 9 na linha de sucessão. Por isso mesmo, não tem seus gastos pagos pela coroa (e o povo) britânicos.

A princesa trabalha em uma galeria de arte e é uma ativista pela sustentabilidade. Ela e o então noivo anunciaram, antes da cerimônia, que não queriam nada feito de plástico durante a festa – nem utensílios, nem objetos de decoração. Foi o primeiro casamento “livre de plástico” da realeza inglesa. Em sua casa, Eugene também é adepta do conceito do “plástico zero”, em que evita ao máximo o uso desse material (recentemente o Palácio de Buckingham divulgou que baniu os canudos e garrafas plásticas de todas as propriedades da rainha).

Eugenie é ainda embaixadora da organização ambiental Project 0, que trabalha pela recuperação e proteção dos oceanos.

Outra escolha que mostrou a atitude da princesa foi a escolha do vestido, com um decote nas costas. Eugenie precisou passar por uma cirurgia na coluna, quando tinha 12 anos, e ficou com uma longa cicatriz.

Em entrevista a um canal de televisão, ela já tinha antecipado a razão do modelo com que iria entrar na igreja. “Acredito que você possa mudar a percepção das pessoas sobre beleza. Você pode mostrar suas cicatrizes e isso se torna muito especial ao você abraçar essa causa”, disse.

A princesa é patrona do Hospital Real de Ortopedia de Londres, local onde foi operada. Diversos representantes da instituição foram convidados para assistir ao casamento em Windsor.

Princesa e ativista Eugenie: casamento cheio de significado

Geração das mudanças

Príncipe Harry e Megan Markle também mostraram a chegada de novos ares à monarquia em sua cerimônia, principalmente a noiva, que quebrou vários tabus (leia porquê aqui).

Depois do passeio de carruagem pelas ruas de Windsor, acenando para as milhares de pessoas que se aglomeraram para ver os recém-casados mais famosos do ano, os dois utilizaram um carro elétrico para seguir para a festa fechada ao público. O Jaguar E-Type Concept Zero, um modelo originalmente de 1968, teve seu motor transformado em elétrico.

Harry e o irmão, William, seguiram o exemplo da mãe e são engajados em diversos trabalhos sociais. Os dois criaram uma campanha de alerta sobre os problemas enfrentados por pessoas com distúrbios mentais. O caçula de Diana foi responsável pela organização do Invictus Games, uma competição internacional esportiva com militares feridos ou mutilados de guerra. Depois de servir nas Forças Armadas, o príncipe ficou bastante comovido com a situação dos combatentes e criou a fundação que realiza estes eventos.

Um viva aos príncipes e princesas, à modernidade e à diversidade, que finalmente, chegam à monarquia britânica!

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Fotos: reprodução Facebook The Royal Family

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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