Campanha presenteia pais de adoção tardia com imagens dos filhos desde o nascimento

campanha de adoção

Atualmente 92% das crianças que estão à espera de adoção, no Brasil, têm mais de 7 anos. Contudo, apenas 9% dos 37 mil pais que desejam adotar buscam um filho/a desta idade ou mais velho. Os dados são do Conselho Nacional de Justiça e revelam uma realidade perversa: a medida que as crianças órfãs ficam mais velhas, diminuem suas chances de conseguir encontrar, finalmente, um lar e uma família.

Para chamar a atenção sobre este problema, a marca Dermodex lançou a campanha Álbum Nunca Fotografado, em que recria, através de ilustrações, a primeira infância de crianças adotadas tardiamente, permitindo que seus pais se vejam, pela primeira vez, ao lado dos filhos desde o momento do nascimento.

A campanha, criada pela agência de publicidade BETC São Paulo, quer mostrar que, pais e filhos adotivos sempre estiveram juntos, apenas ainda não se conheciam.

Ilustração criada para um dos álbuns

Fizeram parte do lindo filme três casais – Ester e Moacir, Cacalo e Zé Antônio e Malu e Joachim. Eles contam suas histórias e a emoção do momento em que finalmente tiveram seus filhos adotados.

E por que a história destas famílias é tão bacana, vale você conhecê-las melhor aqui abaixo:

Malu e Joachim, pais de Gabriela, Rafaela e Emily
O casal adotou as três irmãs biológicas juntas. Quando chegaram ao Fórum, a irmã do meio pulou no colo de Malu, e a mais nova se juntou a elas em um abraço. No momento de ir embora, a mais velha se despediu: “Tchau, mamãe”. Não resistiram e adotaram as três. Eles contam que, por acaso, tentaram engravidar por três vezes e, por engano, compraram um triliche sem imaginar que receberiam as três crianças.

Cacalo e Zé Antônio, pais de Matheus
Zé Antonio recebeu uma foto do Matheus pelo celular. Ele estava no trabalho, se emocionou e chorou muito. Cacalo teve a mesma reação. Eles sabiam, de alguma forma, que era o filho deles. Eles contam que, ao chegarem no abrigo, quem os recebeu foi Matheus dizendo “Os meus pais chegaram!”.

Ester e Moacir, pais de Ketelyn e Sabrina
O casal sempre pensou na possibilidade de adoção, além de ter filhos biológicos. Moacir, inclusive, tem um irmão adotivo e, como o pai faleceu cedo, sempre cuidou do irmão como um filho. Eles contam que no primeiro contato com Sabrina sentiram como se fossem um encontro de almas. Como se estivessem presenciando um nascimento. O casal também adotou Ketelyn, que coincidentemente nasceu no mesmo ano em que Ester e Moacir começaram a namorar.

Se você tem vontade de adotar e mudar a sua vida e de uma criança, dando-lhe amor, proteção e uma família, confira neste link o passo-a-passo da adoção.

Fotos: divulgação

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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