Caçadores de rinocerontes passarão 25 anos na prisão, em condenação histórica na África do Sul

Wildlife Photographer of the Year

Por anos e anos, milhares de rinocerontes foram mortos cruelmente na África. Caçadores tiram a vida desses animais para arrancar suas presas e vender o marfim ao mercado asiático, que abastece a crença de que ele possui “poderes medicinais”.  O quilo do chifre é vendido por até 50 mil dólares.

Recentemente, uma decisão histórica, em um tribunal da África do Sul, abriu um importante precedente para dar um basta nesses crimes hediondos. Três caçadores foram condenados a 25 anos de prisão por terem abatido mais de 50 rinocerontes entre os anos de 2013 e 2016.

Forget Ndlovu (43), Jabulani Ndlovu (41) and Sikhumbuzo Ndlovu (40) faziam parte de uma gangue chamada Ndlovu. Na época da prisão, há três anos, junto com eles foram apreendidos serrotes, armas, facas e drogas para sedar os rinocerontes.

Caçadores de rinocerontes passarão 25 anos na prisão, em condenação histórica na África do Sul

Os três caçadores, durante julgamento em que foram condenados

A extinção dos rinocerontes

A foto chocante que abre este post foi a grande vencedora do concurso Wildlife Photographer of the Year 2017.

Os jurados decidiram dar o prêmio principal para o trabalho do fotojornalista sulafricano Brent Stirton, que fez uma investigação secreta sobre o tráfico ilegal de chifres de rinoceronte. Chamada de “Memorial de uma espécie”, a imagem mostra um rinoceronte preto assassinado, no Parque de Hluhluwe Imfolozi, na África do Sul.

No passado, os rinocerontes pretos eram os mais numerosos da espécie. Entretanto, em 2015, restavam somente 5 mil deles vivendo livremente. Hoje, ambientalistas acreditam que este número já seja bem menor.

Existem cinco espécies de rinocerontes, três na Ásia e duas na África subsaariana: de java, de sumatra, indiano, negro e branco. Este último, é dividido em duas subespécies, o branco do norte e o branco do sul.

Em março de 2018, morreu o último macho de rinoceronte branco do norte do mundo. Com 45 anos, Sudan era a esperança derradeira para a reprodução desse rinoceronte africano. Mas doente e sofrendo muito, ele precisou ser sacrificado.

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Fotos: Brent Stirton/Wildlife Photographer of the Year (abertura) e divulgação South African Police Service

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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