Brasileiras saem às ruas para pedir o fim da violência contra a mulher

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Depois da chocante divulgação do caso do estupro coletivo de que foi vítima uma jovem de 16 anos em uma favela, no Rio de Janeiro, centenas de mulheres decidiram levantar a voz para se manifestar, tanto nas redes sociais, como nas ruas do país, para exigir o fim da cultura do estupro e da violência contra a mulher.

Na quarta-feira (01/06), o ato aconteceu na Avenida Paulista, um dos locais mais emblemáticos da capital. Com rostos pintados e segurando as mãos, jovens mostravam cartazes com a frase “Estupro Nunca Mais”. Muitas mulheres levaram seus filhos, bebês ainda de colo, para a passeata. Elas defendem também que o comportamento machista de nossa sociedade só estimula a violência. “Ensine seu filho a respeitar”, diziam muitos cartazes.

Ontem, quinta (02/06), foi a vez das cariocas irem para as ruas. Reunidas na frente da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, elas também usavam os rostos pintados e muitas faixas dizendo “A culpa não é nossa” e “O machismo mata”.

Estima-se que a cada 11 minutos uma mulher seja estuprada no Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 70% das vítimas são crianças ou adolescentes. E apesar destes dados assombrosos, apenas 10% dos casos são registrados numa delegacia de polícia.

Ainda de acordo com o IPEA, 15% dos estupros são cometidos por dois ou mais agressores. Por causa do caso ocorrido no Rio de Janeiro – que ainda está longe de ter um desfecho aceitável e justo, pois os bandidos que cometeram o crime continuam soltos, – esta semana surgiram vários movimentos nas redes sociais para incentivar o engajamento de mulheres e homens em campanhas contra o machismo e a violência feminina.

Um deles é a campanha #33DiasSemMachismo, apoiada pelo Conexão Planeta, que desafia os brasileiros a acabar com o machismo diário. Outra é a plataforma digital 11FuckingMinutos.com, criada pelo Agência Serifaria, que reúne dados, informações e vídeos com o objetivo de estimular o debate sobre o tema no país.

O que não dá é para ficar em silêncio! Participe você também deste grande movimento. Espalhe estas hashtags nas suas redes sociais. Juntos, temos mais força!

#33DIASSEMMACHISMO
#11FUCKINGMINUTOS
#ESTUPRONÃO
#CHEGADESILÊNCIO
#CULTURADOESTUPRO
#CULTURADORESPEITO 
#HEFORSHE
#ELESPORELAS
#HOMENSPAREMACULTURADOESTUPRO
#
ESTUPRONUNCAMAIS
#NÃOÉNÃO
 #PRIMEIROASSÉDIO

 

Brasileiras saem às ruas para pedir o fim da violência contra a mulher

Manifestante segura cartaz no ato na Avenida Paulista

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Mães levam seus filhos para as ruas no protesto de São Paulo

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Protesto na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro

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Fotos: Rovena Rosa/Fotos Públicas (São Paulo) e Tomaz Silva/Fotos Públicas (Rio de Janeiro)

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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