Brasil é o décimo país mais desigual do mundo, revela Índice de Desenvolvimento Humano da ONU


O Brasil está em 79º lugar entre 187 nações no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A princípio, o país estagnou e mantém sua posição que até pode ser considerada alta já que as notas vão de 0 a 1 e ele conquistou 0,74.  Mas o fato é que, no indicador social, o Brasil despencou para 0,561, empatando com Coreia do Sul e Panamá e perdendo para Irã e Botsuana (que caíram abruptamente no índice: 40 e 23 posições).

Levando em conta a concentração de renda – Coeficiente de Gini -, o Brasil é apontado como o 10º. país mais desigual do mundo e o quarto da América Latina, superando – que vergonha! – Haiti, Colômbia e Paraguai. Isso significa que a desigualdade por aqui (37%) é maior do a média dos países da América Latina e, se considerarmos gênero, as notícias não são nada animadoras.

Como vem sendo alardeado há um bom tempo – em campanhas e mobilizações -, as mulheres recebem bem menos que os homens no Brasil, apesar de terem nível mais alto de escolaridade. A renda per capita feminina é 66,2% inferior. Nesse quesito, foram avaliados 159 países, e o Brasil está na 92ª. posição, atrás apenas de países conservadores e religiosos como Líbano (83ª.), Malásia (59ª.) e Líbia (38ª.).

Se levarmos em consideração a representatividade das mulheres na política, a posição brasileira é bem ruim também: elas ocupam somente 10,8% das cadeiras no Congresso Nacional. A média mundial é de 22,5%.

As principais causas para a péssima performance do Brasil no índice da ONU são as crises econômica e política. Por conta disso, o governo de Michel Temer tentou pegar carona nos dados deste relatório para enfatizar a necessidade de austeridade e do acerto das medidas que vem implementando. Mas, a julgar por suas propostas antidemocráticas – que apenas confirmam a forma como subiu ao poder -, que reduzem os direitos sociais, principalmente, o resultado do próximo ano deverá ser ainda mais lastimável.

IDH no mundo
Nos últimos 25 anos, o progresso do desenvolvimento humano tem sido extraordinário, mas muito desigual. “Os ganhos não são universais”, resume o relatório. O desequilíbrio aparece entre países, grupos socioeconômicos, raciais e étnicos, áreas urbanas e rurais e entre mulheres e homens, este, um dos pontos nevrálgicos do estudo.

Em primeiro lugar no ranking de IDH da ONU está a Noruega (0,949), seguida por Austrália, Suíça e Alemanha. Em último, a República Centro Africana. Eis alguns destaques:

1 – Noruega
2 – Austrália
3 – Suíça
4 – Alemanha
5 – Dinamarca
6 – Cingapura
76 – Líbano
77 – México
78 – Azerbaijão
79 – Brasil
80 – Granada
81 – Bósnia e República Herzegovina
82 – Macedônia
185 – Burkina Faso
186 – Chade
187 – Niger
188 – República Centro Africana

Foto: Unsplash/Pixabay

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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