Branco correndo? Está atrasado. Mas se for negro, é ladrão em fuga!

BRANCO CORRENDO? ESTÁ ATRASADO. NEGRO CORRENDO É LADRÃO EM FUGA!

Você sabe o que é racismo institucional? É como o racismo se manifesta nas diversas áreas da sociedade. No fim do ano passado, o governo do Paraná se juntou ao Conselho da Promoção de Igualdade Racial para discutir o assunto. O resultado foi um vídeo publicitário que fez o Brasil parar e pensar: nele funcionários de Recursos Humanos julgam pessoas pela cor da pele. O negro fica sempre inferiorizado.

Os profissionais foram reunidos para analisar fotos de modelos em diversas situações. As imagens repetiam as mesmas cenas, com as mesmas roupas. A diferença é que foram usados modelos brancos e modelos negros. Na avaliação do grupo, o branco de terno era um empresário bem sucedido; já o negro era segurança de shopping.

Uma mulher branca com uma lata de tinta spray foi definida como grafiteira, enquanto a negra ganhou o rótulo de pichadora. Um homem branco correndo foi definido como atleta; o negro como um ladrão em fuga.

Este tipo de comportamento também pode ser medido pelos números. Mais de 80% dos negros acreditam que a cor da pele influência na carreira. Eles ganham quase 40% menos que os brancos nas mesmas funções e ocupam menos de 20% dos cargos de liderança. No Brasil, 60% dos desempregados têm pela negra.

Não dá pra fingir que somos todos iguais, pelo menos, por enquanto.

Nesta entrevista, o publicitário Marcelo Romaniewicz fala mais sobre o racismo institucional e do dia em que uma negra quase foi barrada numa campanha por causa da cor da pele.


Imagem: reprodução vídeo

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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