Bolsonaro é denunciado no Tribunal Internacional de Haia por ‘crimes contra a humanidade’ e ‘incitação ao genocídio de povos indígenas’

Em agosto, divulguei aqui, no Conexão Planeta, dois movimentos de advogados para transformar Bolsonaro em réu por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional (TPI) ou Corte Internacional de Haia, sediada na cidade holandesa de Haia.

Um era formado por especialistas em direitos humanos, direito ambiental e internacional, liderado por Eloisa Machado, professora de direito constitucional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ainda redigia documento. O outro, organizado por cinco advogados do Instituto Anjos da Liberdade – Flávia Pinheiro Fróes, Nicole Giamberardino Fabre, Daniel Sanchez Borges, Ramiro Rebouças e Paulo Cuzzuol – , já havia protocolado pedido junto ao TPI.

Ontem, 27/11, o primeiro grupo – Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu), em parceria com a Comissão Arns – denunciou Bolsonaro ao TPI por “crimes contra a humanidade” e por “incitar o genocídio e promover ataques sistemáticos contra os povos indígenas do Brasil”. O Tribunal ainda vai avaliar a representação. Caso a denúncia seja aceita, abrirá processo de investigação.

O Coletivo atua de forma pro bono em casos de interesse público desde 2012 e a Comissão reúne ex-ministros de Estado e notáveis da sociedade brasileira – entre eles, o ex-ministro José Carlos Dias (Justiça) – mobilizados em defesa dos direitos humanos.

Foto: Alan Santos, Agência Brasil

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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