Bill Gates acredita que o mundo está ficando melhor e explica aqui porquê

Bill Gates acredita que o mundo está ficando melhor e explica aqui porquê

A cada dia a mídia nos inunda com centenas de más notícias: guerras, aquecimento global, desastres naturais, assassinatos, atos de racismo e discriminação. Apesar disso, o fundador da Microsoft, Bill Gates, acredita que o mundo é injusto, mas se comparado ao passado, é muito mais justo. Para ele, as melhorias acontecem silenciosamente nos quatro cantos do planeta, mas nem sempre, ficamos sabendo sobre elas.

Ao lado da mulher, Melinda, Gates também tem uma fundação, que financia projetos globais com foco em educação, saneamento básico, saúde e empoderamento das mulheres.

O empresário afirma que todas as notícias ruins, com as quais temos sido bombardeados diariamente, devem ser olhadas sob a perspectiva de um contexto muito mais amplo. E, se fizermos isso, perceberemos que o mundo está melhor.

“Esta não é uma visão ingenuamente otimista; é apoiada por dados”, diz Gates. “Veja o número de crianças que morrem antes dos 5 anos. Desde 1990, ele foi reduzido pela metade. Isso significa que 122 milhões de crianças foram salvas em um quarto de século e inúmeras famílias foram poupadas do sofrimento de perder um filho”.

O texto acima faz parte do editorial, assinado por Gates, na edição especial da Time, lançada em janeiro, que teve como tema “Os Otimistas”.

Por seu otimismo inabalável e seu trabalho ao longo das últimas décadas para acabar com a desigualdade social, o empresário foi convidado para ser o editor-chefe dessa edição da revista. Gates já apareceu na capa da publicação dez vezes.

Edição especial da Time: porque boas histórias precisam ser contadas

O empreendedor cita outros dados para corroborar sua crença de que o planeta está, sim, rumando para um futuro mais justo e sustentável.

“Em 1990, mais de um terço da população global vivia na pobreza extrema. Hoje, apenas um décimo vive sob esta condição. Um século atrás, era legal ser gay em cerca de 20 países. Atualmente a lei apoia os homossexuais em mais de 100 países. As mulheres estão ganhando poder político e agora são mais de um quinto dos parlamentos nacionais – e o mundo, finalmente, começa a ouvir quando as mulheres falam sobre agressão sexual. Mais de 90% de todas as crianças do planeta frequentam a escola primária. Nos Estados Unidos, você tem muito menos chances de morrer no trabalho ou em um carro do que seus avós. E assim por diante”.

Gates ressalta que não está minimizando o muito que ainda precisa ser feito. Que ser otimista não significa ignorar a tragédia e a injustiça. Mas que devemos inspirar as pessoas a encontrar aquelas que estão sendo bem-sucedidas nas suas áreas e disseminar seus projetos pelo bem comum. “Se você fica chocado com a ideia de que milhões de crianças morrem, deve se perguntar: quem é bom em salvar crianças e como posso ajudá-los a ir mais longe? Foi por isso, essencialmente, que eu e Melinda criamos a fundação”.

O empresário critica a cobertura da mídia. Um prédio em chamas dá muito mais audiência do que uma manchete “Houve menos incêndios em prédios este ano”. Segundo ele, faz parte da natureza humana, que sempre fugiu de seus predadores, ter mais interesse nas tragédias. “Mas quando você vê coisas boas acontecendo, você canaliza sua energia para conseguir mais progresso”, destaca.

Para a edição especial da Time, Bill Gates convidou, entre outros, Bono Vox, da banda U2, e Malala Yousafzai, ganhadora do Nobel da Paz, para falarem sobre suas experiências positivas, e contou, ainda, com as histórias de alguns heróis que estão salvando o mundo.

Otimismo e histórias positivas. Assim como Gates, nós, no Conexão Planeta, também acreditamos no poder das palavras e dos bons exemplos para transformar o mundo em um lugar melhor!

Foto: reprodução Facebook 

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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