Bikxi: a bike-elétrica-táxi para fugir do trânsito de São Paulo

Bikxi: a bike-elétrica-táxi para fugir do trânsito São Paulo

Quem mora ou já esteve na capital paulista sabe que o trânsito da maior cidade do Brasil pode ser enlouquecedor. Congestionamentos gigantes e horas perdidas para chegar de um destino a outro. Estima-se que o paulistano gaste, em média, um mês e meio por ano apenas para se deslocar.

Frustrado com esta situação, o economista Danilo Lamy decidiu comprar uma bicicleta para diminuir o estresse no percurso de 10 km entre sua casa e o trabalho. Depois de um tempo, resolveu investir numa bike elétrica. Feliz com a novo meio de transporte, viu ali uma oportunidade de negócio. Por que não deixar mais paulistanos felizes?

“Na minha busca de levar esta experiência positiva e transformadora para todos, surgiu a Bikxi, uma alternativa com bicicleta que funciona para todos”, conta Danilo.

O nome Bikxi vem da junção das palavras bike + taxi. O serviço de transporte compartilhado começou a funcionar em São Paulo em setembro do ano passado. Com uma frota de 10 bicicletas atualmente, nestes seis meses de operação, já foram realizadas 10 mil viagens. “O retorno dos usuários tem sido muito positivo, com um número de passageiros cada vez maior. Muitas pessoas já utilizam a Bikxi como seu principal meio de transporte”, comemora.

A Bikxi funciona nos mesmos moldes dos populares aplicativos de táxi. É possível agendar a viagem através de um app no telefone, mas também na rua, diretamente com o bikxer, o ciclista condutor.

As bicicletas duplas foram desenvolvidas exclusivamente para o serviço. “Elas contam com sistema elétrico e pedal independente, que garantem todo o conforto e agilidade para o passageiro, que pode tanto pedalar junto com o bikxer, quanto só relaxar e curtir o passeio”, explica o fundador da Bikxi.

Bikxi: a bike-elétrica-táxi para fugir do trânsito São Paulo

A Bikxi: o passageiro decida se quer ou não pedalar

A bike-táxi opera somente durante a semana – de segunda a sexta-feira, das 07h00 às 20h30 -, e apenas em ciclovias e ciclofaixas. O trajeto oferecido até agora é entre a zona oeste e sul: saindo do Ceagesp, na Vila Leopoldina, passando pela avenida Faria Lima, Parque do Ibirapuera, Berrini e chegando na Ponte do Morumbi. O embarque e desembarque pode ser feito em qualquer ponto da ciclovia.

A cobrança pela “corrida” é feita através do cartão de crédito cadastrado do passageiro. Para aquelas solicitadas na rua, o pagamento pode ser feito na máquina de cartão de crédito e débito, mas não em dinheiro. O valor do serviço é de 2,15 reais por quilômetro rodado, com tarifa mínima de 3,50 reais.

Os bikxers passam por treinamento, que incluem nas aulas práticas, lições sobre conduzir a bicicleta com segurança e conhecimento das rotas, e também, na parte teórica, leis de trânsito e cidadania.

Danilo afirma que a ideia da Bikxi é servir distâncias curtas. O serviço foi feito para integrar diferentes modais, ou seja, ajudar o paulistano a enfrentar o trânsito, com mais opções. Indo de bicicleta, por exemplo, para a estação de metrô ou trem mais próximas.

Já existem planos de expandir o trajeto oferecido na capital paulista. O próximo trecho deve ser a ciclovia entre a Avenida Paulista e a Vila Mariana. Mas o fundador do bike-táxi sonha mais alto. “Queremos levar a Bikxi para mais ciclovias, cidades e países”, revela.

Sistema de transporte compartilhado, sem emissão de poluentes e ainda, com ventinho no rosto… Quem não vai querer andar de bikxi?! Ah, e tem lugar até para o cachorro!

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Fotos: divulgação Bikxi

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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