Beleza também é um direito

Há décadas, nos Estados Unidos, a diversidade de tons de produtos para maquiagem é tão grande que há gavetas e mais gavetas com potes e mais potes, às vezes tomando andares inteiros nas lojas.

Já quem tem a pele negra no Brasil, até dez anos atrás enfrentava problemas gigantescos na hora de fazer a maquiagem. O motivo é que a indústria brasileira pouco produzia em termos de cores que atendessem todos os tons, principalmente os mais escuros.

Felizmente a situação começou a mudar. Não dá para dizer que temos a mesma variedade americana, mas grandes fabricantes de cosméticos perceberam que estavam deixando de faturar num setor enorme do comércio, uma vez que negros e pardos somam mais de 50% da população.

Mulheres, e muitos homens também, hoje usam linhas de produtos que se adaptam à cor da pele, e não precisam mais virar alvo de piadas, com colorações claras ou escuras demais. Ficar mais bonita (ou bonito) ao sair de casa, para ir à balada ou se produzir para um casamento, é mais um direito conquistado pelos negros brasileiros.

Sobre este assunto, o Brasil de Cor reuniu um time de mulheres que mostram, não só a evolução da indústria da maquiagem, como também o passo a passo na frente do espelho para acertar sempre.

Foto: divulgação O Boticário

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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