Baleia jubarte é encontrada morta, a cerca de 15 metros da praia, na Ilha do Marajó. Mistério?

Esta semana, a foto de uma baleia jubarte filhote morta, encalhada numa faixa de areia e mangue, na praia do Araruna, na Ilha do Marajó, Pará, causou impacto no Instagram. Afinal, o que estaria fazendo ali, tão distante da praia? E o mistério se instalou.

A ONG Bicho d’Água, que atua na região, esclareceu o fato rapidamente, pela mesma rede social. O fato é “totalmente compreensível” já que macromarés são muito comuns na costa norte do Brasil e, neste caso, enviam para o mangue qualquer objeto ou carcaça de animal que estiver à deriva na água.

A pergunta certa a fazer aqui, então, é por que a baleia, tão jovem, morreu?

Nestes tempos em que falamos tanto da gravidade do uso de plásticos – que contamina e polui rios e oceanos – a primeira ideia que vem à cabeça é de que ela teria morrido asfixiada por esse material. Mas trata-se de conjecturas porque ainda não existe um laudo que comprove a causa.

O trabalho de coleta de amostras biológicas foi realizado pela equipe da Bicho d’Água em parceria com a Semma Soure e o ICMBio da Reserva Extrativista Marinha de Soure. A baleia era um filhote de cerca de um ano, com oito metros de comprimento.

Acompanhe o trabalho lindo realizado pela Bicho d’Água em seu Instagram e na página no Facebook.

 Fotos: Divulgação/Bicho d’Água

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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