Bagunça da árvore? Que ânsia!

Com a filha no colo, a mãe deu uma olhada rápida no capô e soltou um muxoxo: a árvore fez bagunça por aqui. Fiquei pensando que a tal bagunça das minúsculas folhas, naquele capô revestido de uma importância sem sentido, seria dispersa na primeira acelerada

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Leite e fralda para uma alma

Foi ali que ele me abordou, bem na esquina. Ele, magrinho, veio de bicicleta com esse quadro pendurado no ombro. Era uma porta de armário que achou numa caçamba qualquer. Uma outra porta como essa – ele me lembrou – pode estar, agora, atravancando mais lixo num rio da cidade

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F.O.D.A.

A obra do chinês Ai Weiwei resume bem o que dá vontade de dizer quando a gente vê o que continua acontecendo nesse Brasil. Ele usou elementos que se encontram com facilidade na nossa terra para desabafar: Fruta-do-conde, Ostra, Dendê e Abacaxi

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Palmas para que te quero

Palmas. Muito bem! Quero fugir mesmo. Será que adianta? Pernas para que te quero. Salto sobre qualquer mero dejeto. Mais afeto. Que as mãos se encontrem na ciranda sem muros para não solidificar a solidão e plasmar menos sofreguidão. Sem direção. Não.

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Um orelhão de elefante

Hoje na hora do almoço tinha fila no orelhão. O fato é que gostei de ficar na fila. O orelhão é grande. É daqueles do tamanho da orelha de amigo que sabe quando o outro precisa ser ouvido. Me lembrei então da obra linda da artista catarinense Maria Raquel Stolf: “Sou toda ouvidos”

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Para de gritar isso, seu irresponsável!

Depois de uma festa chata, tive a inspiração para fazer este post. A ideia é que ele funcione como uma fonte de consulta para quando você quiser descobrir uma banda ou um músico diferentes desses que a mídia quer nos fazer engolir

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Meu baobá super-herói

Depois que vi o baobá de mestre Dicinho, na exposição Histórias Afro-Atlânticas no MASP, fui dormir procurando sabedoria ancestral. E achei. Os ramos do baobá se abriram num abraço, dizendo, calma, toda essa ladainha de desenvolvimento industrial e crescimento financeiro há de ser desmascarada. Preconceito, racismo e desigualdade hão de secar e encontrar a míngua

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Um encontro poético e político de sotaques

Dessas minhas últimas andanças por Porto Alegre e São Paulo, fiquei com alguns sotaques na minha cabeça: alemão, coreano, japonês… Fui a clubes, institutos e exposições, como a de Hilma af Klint, na Pinacoteca

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Os reflexos do giro de fusca 63 por Porto Alegre

Exposição de Laura Vinci, no Instituto Ling, e visita ao Theatro São Pedro, com direito à concerto da Orquestra de Câmara, com a Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre. As atrações do meu passeio pela capital gaúcha num fusca 63

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Fedores musicados

O Coletivo Gelatin, de Viena protagonizou o fechamento da Fundação Liechtenstein, com esta exposição gigante. Não é perfeito para resumir o fechamento de uma instituição de arte?

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