Austrália descobre nova Grande Barreira de Corais

Grande Barreira de Corais na Austrália

Pesquisadores do Wilsons Promontory National Park estão em êxtase. A alegria se deve a uma descoberta feita recentemente, graças ao uso de alta tecnologia. Localizado num dos pontos mais ao sul da Austrália, o parque é uma das principais atrações naturais do país. Logo ao lado do mar, majestosas montanhas e a floresta tropical atraem visitantes que buscam o lugar para acampar e fazer caminhadas. Toda a extensão do oceano ao redor do parque é protegida.

No final de agosto, os biólogos de Wilsons Promontory anunciaram que em águas mais profundas desta região foi encontrada vida marinha tão rica e abundante como na Grande Barreira de Corais, considerada pela Unesco como uma Patrimônio Mundial da Humanidade.

Utilizando um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês) e com gravações feitas por câmeras subaquáticas (confira uma delas ao final deste post), a expedição científica conseguiu registrar espécies da fauna e flora marinhas entre uma profundidade de 30 a 100 metros. Foram encontrados recifes com jardins de esponjas coloridas, corais e uma abundante quantidade de peixes.

“O parque sempre foi conhecido por suas belíssimas paisagens sobre a terra, mas o que está submerso no mar era até o momento desconhecido”, afirmou Steffan Howe, diretor científico da equipe. Segundo ele, o que possibilitou a descoberta foi o uso da tecnologia de ponta.

Anteriormente, os pesquisadores já tinham feito um mapeamento do solo marinho do parque, quando foram identificadas algumas estruturas bastante interessantes em regiões bem profundas. Agora o novo achado comprova que a vida marinha que habita por ali é também pujante. “O ecossistema que encontramos é comparável ao das mais conhecidas áreas de corais da Austrália”, garante Howe. “A extensão e riqueza dos jardins de esponjas e corais é particularmente impressionante”.

O próximo passo para os biólogos é ter um entendimento mais completo sobre este habitat recém-descoberto e seus moradores para que sua preservação seja feita de maneira adequada no futuro.

Principais achados dos pesquisadores:

–  enormes buracos, com cerca de 90 metros de profundidade, contendo grandes cardumes de poleiro-do-mar, peixe que pode atingir até 80 cm de comprimento;

– paredes, cumes e cavernas com uma gama diversificada de esponjas coloridas, corais moles e duros e centenas de peixes;

– massivos recifes de corais, enormes chicotes-do-mar e jardins de esponjas coloridas;

–  sistema complexos de dunas subaquáticas, incluindo uma com aproximadamente 30 metros de altura por 2 km de extensão;

– espécies de peixes consideradas em risco de extinção, com a barracuda australiana  (Sphyraena novaehollandiae) e o longsnout boarfish (Pentaceropsis recurvirostris).

Foto: Richard Ling/Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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