A minha primeira e inesquecível aurora boreal

aurora boreal

Recentemente estive na Noruega conduzindo um grupo numa das vivências fotográficas que faço. O enfoque principal eram as auroras boreais, mas também outros temas. Paisagens com neve, trenó puxado por cachorros, passeios de moto-neve, pescaria em lago congelado, atividades que para nós de país tropical são novidade.

Mas se você pensa que as auroras boreais são fáceis de ver, não é bem assim. Mesmo estando no melhor período do ano e na latitude certa, tem céu nublado e os ventos solares não são constantes para formar auroras boreais que se destacam na noite.

Um parêntese. Quem batizou as auroras boreais foi Galileu Galilei, em 1619, homenageando a deusa do amanhecer, Aurora e o seu filho Bareas. Já o fenômeno é provocado pelos ventos solares que atingem o campo magnético da Terra na região do círculo polar ártico, provocando este evento astronômico espetacular.

As auroras acontecem também no hemisfério sul com o nome de aurora austral, mas lá elas aparecem quase que completamente sobre o mar e como no polo sul só existem estações de pesquisa, é mais provável que somente os pinguins tenham o privilégio de ver as auroras austrais.

Outro fator importante para estar atento à hora provável das auroras é acessar programas que irão te dar uma previsão de local no círculo polar, horário e intensidade. São como previsões meteorológicas, podem falhar ou não ser tudo aquilo que estava descrito. É importante levar em consideração o cenário em que se está e ficar longe das luzes das cidades.

Sim claro, tem o frio, muito frio por sinal! Para dar uma ideia, eu estava com dois tripés e um deles eu havia colocado dentro de um rio umas semanas antes de vir para a Noruega para fotografar uma cachoeira. Sequei como sempre faço e guardei o tripé. Não dei importância por estar um pouco úmido. Quando fui utilizar na Noruega a -15, ele não abria!! Pensei que estava quebrado, até me dar conta que a umidade dentro dele congelou e travou tudo!!

Portanto, roupas apropriadas são fundamentais para você não passar apertos com o frio.

A primeira vez que vi a aurora boreal foi meio por acaso. Não tinha uma boa previsão para o fenômeno, ao anoitecer estava nublado e já havíamos nos recolhido. Aí resolvi escovar os dentes fora para ver como o céu estava. Adoro olhar o céu, mesmo com nuvens. Dei de cara com uma “arco” verde no ar. Chamei todos. Ficamos alguns tempo fotografando e admirando. Foi a minha primeira experiência com as auroras.

Fiquei extasiado quando a vi. Achei o máximo!! A primeira aurora boreal é realmente inesquecível. Não era das fortes, coisa que vim a descobrir mais tarde, por conta de uma outra que durou várias horas e com intensidades variáveis, com dança e cores violeta. Esta cor a câmera não registrou por ser muito sutil e de movimentos rápidos para a condição de luz que estávamos.

Em um certo momento, elas estavam acontecendo por toda parte, pulsavam e se moviam rapidamente. Não sabia para onde olhar!! E mesmo tentando me manter calmo, perdi muita foto por ficar admirando.

Este frenesi pelo visto não dura muito, aí ela voltou para seu esplendor mais “discreto”. Por sinal, discretas é o que elas não conseguem ser!

Equipamento: Câmera Nikon D800 – Lente Nikon 14mm f 1:2.8 em f4 – I.S.O. 1600 com exposição de 4 seg – tripé e disparador

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Fotógrafo profissional com ênfase em imagens de natureza, turismo e viagens. Autor de 14 livros e 25 exposições individuais, sendo quatro internacionais. Percorreu todos os biomas brasileiros, viajou para vários países de outros continentes, fotografando para revistas, ONGs e empresas.

Zig Koch

Fotógrafo profissional com ênfase em imagens de natureza, turismo e viagens. Autor de 14 livros e 25 exposições individuais, sendo quatro internacionais. Percorreu todos os biomas brasileiros, viajou para vários países de outros continentes, fotografando para revistas, ONGs e empresas.

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