Atropelamentos de animais silvestres em rodovia do Mato Grosso do Sul só crescem. E também matam pessoas. Assine a petição!

Os números dos atropelamentos de animais silvestres na rodovia MS-040, em Mato Grosso do Sul – que liga os municípios de Campo Grande e Santa Rita do Pardo (230 quilômetros) – são alarmantes. Na maioria dos acidentes, as vítimas são animais de porte médio e grande de espécies ameaçadas de extinção, como a anta brasileira e o tamanduá-bandeira. E o que está em jogo, aqui, não é apenas a vida da fauna, mas também a vida das pessoas que circulam pela rodovia.

Em dois anos, foram mortas 95 antas só na Rodovia da Morte, como a MS-040 também é conhecida. Em outras estradas do Mato Grosso, 268 outras antas morreram! Esses animais pesam entre 200 a 250 kg, então, imagine o estrago feito nos carros e os acidentes graves que podem provocar. Não foi à toa que, nesse período, 23 pessoas morreram e 46 ficaram feridas em colisões com animais.

Poucos meses depois da inauguração da rodovia, em 2014, o Ipê – Instituto de Pesquisas Tecnológicas iniciou o trabalho e monitoramento. Sua atuação é muito importante para a conservação das antas no Cerrado.

Agora, por intermédio de sua Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB), liderada pela pesquisadora Patrícia Médici, o instituto criou petição púbicaPelo Fim dos Atropelamentos da Fauna na Rodovia MS 040 – para solicitar aos órgãos responsáveis (AGESUL – Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul e SEINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura) a adoção de medidas que impeçam esses atropelamentos.

Entre as medidas está a implementação do Plano de Mitigação desenvolvido pela INCAB em 20167, durante processo que moveu junto ao Ministério Público do Estado do MS para apurar responsabilidades dos órgãos citados acima. O plano foi apresentado para a AGESUL e para a SEINFRA em outubro do ano passado e propõe alternativas, como o cercamento das laterais de passagens subterrâneas adequadas à fauna (redes de drenagens, pontes e passagens de gado por sob a rodovia) já existentes ao longo da rodovia.

Para pressionar os agentes públicos, a INCAB/Ipê precisa de 10 mil assinaturas – até agora, quase 2.500 pessoas aderiram – e você pode ajudar, assinando e compartilhando em suas redes sociais.

Vale lembrar que, no Pará, foi construído o primeiro viaduto para travessia de animais silvestres do país, como já noticiamos aqui, no Conexão Planeta.

Assista ao vídeo produzido pelo Ipê, que relata o que acontece na Rodovia da Morte e que medidas devem ser tomadas para evitar os atropelamentos por lá:

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No meio do caminho

Foto: Divulgação

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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