Chico Buarque, Criolo e Fernanda Montenegro cantam pelos direitos humanos em campanha da Anistia Internacional


Muita gente boa reunida no belíssimo videoclipe Manifestação, que pede pelos esquecidos, excluídos, torturados, violentados, assassinados, famintos, exilados… por todos que sofrem qualquer violação dos direitos humanos. E você pode assistir no final deste post.

Foi assim que a Anistia Internacional quis celebrar os 70 anos da carta pouquíssimo respeitada, que rege os direitos de todos os habitantes do Brasil e do mundo: a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E também seus 57 anos de existência, ambos completados ontem.

Para aderir à sua campanha Manifestaçãoque exibe a hashtag #EuMeManifesto nas redes sociais -, convidou cantores, músicos, atores e escritores para cantar ou declamar os 117 versos intensos de Carlos Rennó (também autor de Demarção, já!) pelo direito à vida digna, à justiça e à igualdade. Por todos que são vítimas do preconceito, da violência, do machismo e da intolerância. Contra a falta de empatia, o grande mal.

“Se você é humano ou humana, esses direitos são seus e para os seus”

A letra visceral de Rennó e a música forte dos compositores Rincon Sapiência (foto de destaque deste post), Russo Passapusso e Xuxa Levy conduzem o clipe dirigido por João Wainer e Fábio Braga, que mescla imagens da gravação com cenas de manifestações, passeatas, protestos, enterros, linchamentos, agressões.

Para dar corpo a esta canção-manifestação, 30 artistas aceitaram o convite da Anistia Internacional: Ana Cañas, As Bahias e a Cozinha Mineira, BNegão, Chico Buarque (foto ao lado), Chico César, Criolo, Ellen Oléria, Filipe Canto, Larissa Luz, Ludmilla, Luedji Luna, Nando Reis, Marcelino Freire, Nando Reis, Marcelo Jeneci, Marcia Castro, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Pedro Luís, Péricles, Pretinho da Serrinha, Rael, Rico Dalasam, Rincon Sapiência, Russo Passapusso, Siba e Xênia França, além do escritor Marcelino Freire e das atrizes Camila Pitanga, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella.

A execução da música coube à banda formada por Benjamin Taubkin (piano), Os Capoeira (percussão), Siba (rabeca), Marcelo Jeneci (acordeom), Emerson Villani (violões e guitarra), Robinho (baixo), Samuel Fraga (bateria), DJ Nyack (pickups) e Beto Barreto (guitarra baiana).

Manifeste-se! Adira à campanha da Anistia Internacional no site Manifestação. Agora, assista ao videoclipe abaixo.

Foto: Divulgação 

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Um comentário em “Chico Buarque, Criolo e Fernanda Montenegro cantam pelos direitos humanos em campanha da Anistia Internacional

  • 7 de junho de 2018 em 2:11 PM
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    Não sei de nenhuma classe mais “esquecida, excluída, torturada, violentada, assassinada, faminta, exilada” que espécies animais, as “vítimas do preconceito e da violência” de humanos que julgam ter o direito de escravizá-la, mas esquecem os deveres de seres vivos para com outros, os diferentes de quatro patas, com escamas, asas, trombas, nadadeiras, rabos, focinhos, pelos e penas cujos direitos poucos se lembram de defender tão belamente e com tanta empatia, ao contrário, lembrando-se e gostando muito deles escaldados no almoço. Aplaudo esses famosos queridos que cantam pelos direitos humanos, tão bem lembrados e representados, mas aguardo uma canção em homenagem ao silêncio “deles”, quando morrem sem ninguém perto para lhes enxugar do rosto a última lágrima, em algum lugar remoto do planeta onde um ser humano, que não tinha nenhum direito de matá-los, matou-os nas caçadas, nas rinhas, nos rituais “religiosos”, nas touradas e nos Matadouros, sem nenhum amor por eles.

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