No Parque Indígena de Tumucumaque, uma visita aos índios Aparaí e Waiana

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As terras indígenas do Tumucumaque estão localizadas entre o Amapá e o Pará, onde vivem grupos como os Tiriyó e Kaxuyana, com cerca de 1600 pessoas distribuídas em 30 aldeias do lado oeste da reserva, os Aparaí e os Waiana, hoje com aproximadamente 1000 pessoas em 21 aldeias do lado Leste e, em número menor, os Txikuyana.

Em 2015, rumei para o estado do Amapá para conhecer os Aparaí (ou Apalai) e os Waiana. Uma viagem cansativa saindo de Macapá. Logo ao amanhecer, fui para o Laranjal do Jari, mais conhecida como Beiradão. É uma cidade pitoresca com população de 39.285 índios (dados de 2012), que vive às margens do Rio Jari em suas famosas palafitas.

Saindo para a reserva indígena, eu e meus companheiros pegamos um pequeno avião até a aldeia Bona, que fica a cerca de duas horas dali. Logo no início da viagem, se descortina uma paisagem fascinante. Vê-se uma cobertura florestal intacta e rios serpenteando a paisagem.

Lembrei-me da representação literária de Alberto Rangel, em Inferno Verde (1908), desconstruindo o mito do Eldorado Amazônico. A floresta é imponente e gigantesca com árvores de copas altas e uma geografia diversificada. Ali, a Floresta Amazônica cobra um alto preço de incautos viajantes sem preparo.

Ali, passei por 12 aldeias que ficam às margens do Rio Paru D´Este. Um dos rios mais belos que já naveguei. E em todas as casas fui recebido com muita hospitalidade e carinho. Quando chegam à aldeia, os visitantes ficam hospedados na Tukusipan (foto que abre este post), uma casa redonda coberta de sapé. É ali que acontecem as reuniões da aldeia para assuntos internos e externos. No alto da oca, a Maruana enfeita a Tukusipan. Nela são contadas as histórias de seu povo e de seres mitológicos.

O Parque Indígena de Tumucumaque fica localizado ao norte do Pará e Amapá, entre os rios Marapi, Paru D´este e Jari. E entre as fronteiras do Suriname e da Guiana Francesa. Para saber mais detalhes sobre essa etnia, visite o site do Instituto Socioambiental.

Agora, fique com algumas imagens que captei na tribo.

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Aparai-e-Waiana-8-Rio-Paru-D´Este

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Fotógrafo e documentarista especializado no registro de povos indígenas, bem como da arte, cultura e biodiversidade do país. Mineiro, desde 1986 realiza viagens para retratar formas de expressão cultural dos grupos étnicos brasileiros. Colaborador do blog Por Trás das Câmeras, Renato descreve o que chama de “Diário de Campo”. É autor ainda do blog Ameríndios do Brasil, mesmo nome do seu projeto de fotografia com os índios

Renato Soares

Fotógrafo e documentarista especializado no registro de povos indígenas, bem como da arte, cultura e biodiversidade do país. Mineiro, desde 1986 realiza viagens para retratar formas de expressão cultural dos grupos étnicos brasileiros. Colaborador do blog Por Trás das Câmeras, Renato descreve o que chama de "Diário de Campo". É autor ainda do blog Ameríndios do Brasil, mesmo nome do seu projeto de fotografia com os índios

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