Antonio Guterres, especialista em crises humanitárias e refugiados, será novo secretário-geral da ONU

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A partir de 1º. de janeiro de 2017, a ONU terá novo secretário-geral: Antonio Guterres, 67 anos, ex-primeiro-ministro de Portugal (1995-2002) e ex-diretor do Acnur – Alto Comissariado da ONU para Refugiados (2005-2015). Ele foi nomeado no dia 6/10 pelo Conselho de Segurança da instituição após liderar – de forma unânime – a pesquisa de possíveis candidatos ao cargo ocupado, desde 2007, pelo sulcoreano Ban Ki-moon.

Foi uma boa escolha dada a experiência de Guterres, que atuou por dez anos à frente do órgão das Nações Unidas dedicado aos refugiados em todo o mundo.  Não podemos esquecer que este é um dos temas mais urgentes da atualidade – que, infelizmente, será cada vez mais presente no cotidiano dos países desenvolvidos – e é preciso muita habilidade para lidar com ele.

Por outro lado, esta poderia ser a primeira vez em que uma mulher assumiria esse posto. A búlgara Kristalina Georgieva, vice-presidente da Comissão Europeia, era uma forte concorrente para ele, no entanto, recebeu oito votos contra, deixando-o na liderança.

Guterres e a Acnur

Sob seu comando, a agência da ONU que atende às causas dos refugiados ampliou sua intervenção para além da Europa e do Oriente Médio, em cooperação com organizações de várias procedências. Também aprofundou suas áreas de atuação, conferindo-lhes destaque internacional e ampliando o entendimento dos deslocamentos com base nas grandes catástrofes humanitárias, muito além da definição restrita da palavra refugiado.

Em resumo, a atuação de Guterres tornou possível ao Acnur recuperar sua orientação mais humanitária, sem paternalismos. O grande desafio da agência sempre será manter sua missão universalista. Apesar do reconhecimento dos países como responsáveis diretos pelo respeito legal dos direitos dos refugiados, ele conseguiu reforçar a autonomia da agência em relação a agendas externas.

Acordo de Paris sela mandato de Ban Ki-moon

Muita gente considera o mandato do sul-coreano bem mediano, por conta de sua comunicação ineficaz, principalmente em momentos tensos de negociação. Mas ele levará, como marca importante de sua trajetória, a definição do Acordo de Paris, que entrará em vigor no próximo mês, ou seja, menos de um ano após ter sido definido, na 21a. COP – Conferência Mundial para  Mudanças Climáticas, ocorrida na capital francesa em novembro/dezembro de 2015.

O que faz o secretário-geral

Quatro são as grandes missões deste cargo:
– incentivar a criação de agências pelo mundo para ajudar os países pobres a encontrar prosperidade;
– defender os direitos humanos em qualquer instância;
– tentar impedir que se chegue à guerra e
– oferecer auxílio em situações de conflitos violentos.

Foto: ONU/Divulgação

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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