Aluguel de horta pode realizar sonho de agricultores urbanos

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Você sonha  em ter uma chácara para plantar seus legumes e hortaliças para consumo de sua família, mas mora em uma grande cidade, cujos preços de terrenos não permitem esse “luxo”? Saiba que isso não é mais problema na Espanha. Em todo o país, um modelo de negócio faz sucesso ao incentivar agricultores urbanos a cultivar seu próprio alimento. São aluguéis de pequenas parcelas de terreno para hortas nas periferias dos centros urbanos.

Cada usuário aluga um espaço, que pode ser de 20 a 100m2 por um período médio de seis meses, onde pode plantar o que quiser e conta com apoio técnico do locador, que também aluga ferramentas e kits de irrigação, caso seja de interesse do locatário.

Não é permitido uso de nenhum tipo de pesticida e em alguns locais, toda a adubação deve ser orgânica. Todo o trabalho é executado pelo locatário, desde o preparo da terra, a escolha e plantio de sementes e mudas, a rega, a limpeza e a colheita.

Produzir seu próprio alimento sem agrotóxicos é só uma parte do benefício, que muitas pessoas consideram uma verdadeira terapia. Além disso, famílias aproveitam para estreitar vínculos com filhos, ensinando-os através do contato com a terra, o respeito à natureza.

Pode-se plantar legumes, verduras, frutas, plantas ornamentais e flores. O proprietário conta com uma equipe que orienta sobre técnicas de plantio, quais produtos plantar em cada época do ano e também como fazer a manutenção do local.

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Uma parcela de 25m2 na horta Huertos de Ocio custa em torno de 150 euros por semestre, cerca de 576 reais. Este valor inclui além da locação, o uso de ferramentas e água.

Alguns locais são muito organizados, oferecendo cursos de agricultura familiar e contam também com sementes e mudas para serem adquiridas. Há também, opções de vender o excedente de cada parcela, o que pode ajudar nos custos de manutenção da horta.

Locação grátis de horta em troca de parte da produção

Há ainda outras modalidades de uso de hortas. O site Huertos Compartidos faz a intermediação e o contato entre proprietários e os agricultores urbanos que dividem a produção. Neste caso, os produtores precisam já possuir algum conhecimento de cultivo. Os proprietários cedem o terreno e a irrigação. Os demais custos são a cargo dos produtores. O contrato é de um ano e o site cobra 79 euros, cerca de 300 reais pela negociação.

O site “huertoscompartidos.com” tem um banco de dados que atende toda a Espanha e conecta interessados que estejam próximos. O portal também cadastra proprietários que queiram emprestar seus terrenos gratuitamente a ONGs para alimentação de pessoas necessitadas. Por este serviço, não se cobra taxa.

Iniciativas como essa, que já são praticadas em alguns países, como Alemanha e Suíça (leia mais neste outro post que publicamos aqui no Conexão Planeta), poderiam ser adotadas em várias partes do mundo, ajudando a disseminar a agricultura orgânica familiar, que através da produção nos dá aulas de educação ambiental e de convivência social.

*Texto publicado originalmente no blog Jardim Sustentável

Leia também:
Blog Mãos à Horta

Um jardim para chamar de seu

Fotos: Comunidad de Madrid Flickr – Creative Commons

Marli Kuhnen

Jornalista formada pela Cásper Líbero, em São Paulo, e jardinista formada pela Natureza. Tem uma empresa de jardinagem e meio ambiente no interior de P. Além disso, escreve o Blog Jardim Sustentável. Atualmente mora em Santiago, no Chile, de onde colabora para o Conexão Planeta.

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