Alter do Chão: área de proteção ambiental está em chamas e brigadistas voluntários precisam de ajuda

A imagem parece cena de filme e é bela, mas é o registro dramático do incêndio que consome parte de uma das belas regiões turísticas do Brasil desde 14 de setembro, sábado.

Atrás do Lago Verde, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter do Chão, em Santarém, oeste do Pará, a mata conhecida como Capadócia, perto da margem do rio Tapajós, arde sob os olhos atônitos de moradores e de turistas.

O incêndio – que pode ter começado num loteamento ilegal, mas ainda não é possível afirmar porque as investigações não foram concluídas – se estende até Ponta das Pedras, onde fica a aldeia dos indígenas Borari, e permaneceu intenso até domingo. Apesar do governo ter anunciado, ontem, 16, que parte do fogo estava controlado, na região dos Macacos, um novo foco foi detectado na região do lago do Jurucuí, colocando a comunidade próxima em risco.

Hoje, a Brigada de Altercriada em 2018 e que reúne voluntários que trabalham incessantemente com o apoio do Corpo de Bombeiros e de outras instituições – deu boas notícias em seu Instagram: “o helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará chegou e o fogo da região de Ponta de Pedras foi combatido”. Mas também deu más notícias: “ainda temos outros focos para combater. Muito fogo queima parte da nossa floresta. A população está livre de perigo, mas fauna e flora estão sendo destruídas em grandes proporções”.

Importante ressaltar que as moradias da Vila e a Ilha do Amor cartões postais do balneário – não foram atingidas e estão fora de perigo, “portanto, quem está com viagem marcada ou quer viajar para Alter, a vida continua, sejam bem-vindos!”, diz o ambientalista Caetano Scannavino, da ONG Saúde e Alegria, que atua na região.

Sim, Caetano tem razão. A menos que o fogo domine tudo (não vai!), o turismo não pode parar! Seu balneário é o principal ponto turístico de Alter do Chão, que também é conhecida como Caribe Amazônico e ganhou grande notoriedade quando, em 2009, o jornal britânico The Guardian a incluiu entre os maiores paraísos turísticos do mundo. Alter fica a 37 quilômetros de Santarém e a 1.373 quilômetros de Belém, a capital.

A Brigada de Alter precisa de ajuda financeira urgente!!

Os voluntários da Brigada de Alter fazem um trabalho lindo na região, treinando outros voluntários constantemente para atender possíveis queimadas, muito comuns nesta época do ano.

Contam com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Exército, da prefeitura de Santarém, da Secretaria do Meio Ambiente de Santarém, e da SEMAT de Belterra, comunidade da região, e também do Instituto Aquífero Alter do Chão, “que dá base para nosso trabalho e ainda oferece equipe, amor, CNPJ e toda burocracia”, como declararam no Instagram. Mas a situação deste ano é muito dramática, o que torna a necessidade de equipamentos novos e mais modernos imprescindível.

Por isso, criaram uma campanha de doações em dinheiro para fazer essas aquisições. Não adianta esperar ajuda governamental – o governo do estado fez um apelo ao governo federal, que pode não acontecer ou demorar demais – porque a floresta está queimando.

No domingo, Alter amanheceu sob uma chuva de fuligem, não temos tempo a perder. Então, se você puder ajudar, deposite qualquer quantia na conta abaixo.

Banco Bradesco
Agência : 0524
Conta: 23342-0
CNPJ : 33.384.451/0001-29
Razão social : Instituto Aquífero Alter do Chão 

Compartilhar estas informações em suas redes sociais – o meme no final deste post pode ajudar com isso – também pode ajudar um bocado já que mais pessoas tomarão conhecimento da real situação deste paraíso.

Mais alguns quilômetros de Amazônia estão virando cinzas. Pior é que a seca está só começando: setembro é o início dessa temporada na região. O que virá ainda? E, apesar de não se poder afirmar que se trata de crime, a Brigada de Alter, esta semana, desabafou: “precisamos que estes incêndios criminosos sejam investigados”. Siga seus perfis nas redes sociais para ficar atualizada/o: no Facebook e no Instagram.

Fotos: Eugenio Scannavino Netto (destaque) e Reprodução do Instagram da Brigada de Alter

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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