Uma Aliança pela Restauração da Amazônia


Para cumprir as metas definidas no Acordo de Parispara conter o aquecimento global abaixo de 2 graus -, o Brasil se comprometeu a restaurar florestas degradadas até 2030, entre outras ações. Serão cerca de 12 milhões de hectares (entre 4,5 e 5 milhões estão na Amazônia!), mas como isso vai ser feito, ainda não está muito claro. E foi pensando em contribuir com essa iniciativa e com o compromisso assumido pelo país no cenário internacional, que um grupo de ONGs ambientalistas e representantes de empresas e do governo se uniu e criou a Aliança pela Restauração da Amazônia, lançada esta semana, em Belém do Pará.

A ideia é compartilhar conhecimento e criar ações com base num pacto pela conservação da floresta amazônica, combatendo o desmatamentoque aumentou 29% em apenas um ano (2015-2016): foram quase 8 mil quilômetros! – e o avanço das mudanças climáticas. O formato é uma plataforma na internet, como um mapa, no qual estão indicadas as melhores oportunidades para restauro, quais as áreas mais deficitárias, endereços de viveiros e de onde comprar sementes, onde é melhor e mais fácil plantar (há situações em que basta cercar a área para obter um bom resultado) e onde é mais barato plantar. Com ela, financiadores e produtores rurais serão conectados mais facilmente. Boa parte destes desmatou ilegalmente e precisa plantar para atender o Código Florestal.

Com o mapa da Aliança, tudo que envolver restauração e reflorestamento nessa região poderá ganhar eficiência e ter seu custo reduzido. Parte manter a transparência, a maioria dos dados virá do Cadastro Ambiental Rural, que tem sido motivo de desavença entre ruralistas e o Ministério do Meio Ambiente (como mostramos com este vídeo do Observatório do Clima).

Trata-se de uma importante oportunidade para aumentar o diálogo entre todos os interessados na Amazônia, seja para seu sustento, para ações de preservação ou objetivos econômicos.

Além da Conservação Internacional (CI-Brasil), que abriga a iniciativa em seu site, fazem parte da Aliança o World Research Institute (WRI), o Instituto SocioAmbiental (ISA) , o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), , a Embrapa, a Amata, o Grupo AFB – Agropecuária Fazenda Brasil e a iniciativa Amazônia Live/Rock in Rio. Entre os parceiros estão o Ministério do Meio Ambiente e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Quem tiver interesse em saber mais ou se tornar membro ou sócio da Aliança, pode escrever para André Lemos, coordenador de projetos da CI-Brasil: alemos@conservation.org  .

Foto: Marcos Amend

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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