Um lutador pela igualdade

adegmar silva

Adegmar Silva, ou Mestre Candieiro, como é conhecido por causa da capoeira, não esquece a primeira professora que teve aos 7 anos de idade. Mas o motivo não tem nada de nobre. Na lembrança, ela entra como a primeira pessoa que teve preconceito contra ele. Os dois únicos alunos negros da turma eram colocados na última fileira, e a professora mal falava com eles. E quando se dirigia a Adegmar, era pra dizer que o cabelo e a cor dele eram feios, conta.

Hoje Adegmar é um homem de 1,90 m de altura. Tem fala mansa e pausada, que muda de tom quando começa a enumerar formas de preconceito ou atitudes que procuram embranquecer o passado.

adegmar silva

Racismo para Candieiro é uma doença, um câncer. Há anos ele começou a percorrer quilombos, procurar negros que fizeram história, foi atrás de acontecimentos alterados na linha do tempo e escreveu livretos em versos, que lembram muitos os cordéis nordestinos.

Na conversa que tive com Candieiro dá para perceber bem como vive um negro que não se conforma em cruzar os braços quando o assunto é preconceito!

Foto: arquivo pessoal

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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