Abaixo-assinado pede demissão e prisão de servidor público que matou onças-pardas em Santa Catarina

Abaixo-assinado pede demissão e prisão de servidor público que matou onças-pardas em Santa Catarina

Noticiamos na semana passada, as imagens brutais da caça a uma onça-parda em alguma região de Rio Novo e Serra dos Alves, em Santa Catarina.

O vídeo, gravado pelos próprios assassinos dos animais, mostra como mãe e filhote (informação confirmada mais tarde pelo Ibama) foram torturados com requintes de crueldade: caçados com cachorros, espancados, mortos com tiros e depois, a onça mais nova, decapitada.

A denúncia partiu do Observatório de Justiça e Conservação (OJC), que recebeu a filmagem chocante e decidiu que elas deveriam ser compartilhadas publicamente para chamar a atenção das pessoas contra a barbárie e também, sobre um projeto de lei que pretende permitir a caça de animais silvestres em todo território nacional, inclusive em Unidades de Conservação (UCs) e a criação de campos de caça esportiva e comercial (leia mais sobre o assunto neste outro post).

Em um dos vídeos, um homem em tom jocoso segura a cabeça do animal morto. Ele seria Lauri Sutil Narciso, ex-vereador do município catarinense de Agrolândia e hoje servidor público da prefeitura. De acordo com o OJC, ele é um dos vereadores envolvidos em um escândalo de servidores públicos que gastaram dinheiro público em compras pessoais no Paraguai. Todos, incluindo Lauri, foram condenados na época pela Justiça e obrigados a ressarcir o município. Eles também ficaram impedidos de exercer cargos políticos pelo período de oito anos.

Depois da divulgação do vídeo na semana passada, os envolvidos no episódio foram multados pelo Ibama em R$ 743 mil.

A onça-parda (Puma concolor) – conhecida no sul do Brasil como leão baio ou suçuarana -, é uma espécie de topo de cadeia, ameaçada de extinção e fundamental para o equilíbrio de todo o ecossistema e biodiversidade. A supressão dessa espécie causa violento desequilíbrio natural. Sua principal função é controlar a superpopulação de diversos outros animais.

Estima-se que, atualmente, apenas mil indivíduos ainda vivam em toda a Mata Atlântica.

Agora, o OJC lançou um abaixo-assinado online que pede a demissão e a prisão de servidor público que matou as onças-pardas.

A iniciativa, na plataforma Change.org afirma:

Segundo o portal da transparência de Agrolândia, Lauri Sutil Narciso ocupa um cargo público na Secretaria de Obras e Infraestrutura do município. Diante do crime ambiental que praticou e pelo histórico político que tem, exigimos a exoneração (demissão) do funcionário do cargo que ocupa na prefeitura atualmente e a responsabilização criminal de todos os envolvidos. Hoje, o caso está com a Justiça Federal e o Ministério Público Federal.

A impunidade de um caso como este faria com que as mortes de animais essenciais para o equilíbrio do ecossistema e que precisam ser preservados e protegidos fosse em vão. Também abriria um grave precedente para que mais casos semelhantes a esse se repetissem”.

Vamos lá: assine já neste link a petição e compartilhe este post na sua timeline! Vamos nos unir para pedir a condenação desses criminosos!

Foto: reprodução vídeo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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