A incrível insônia do Sabiá-laranjeira

sabia-laranjeira-800x445

Existem mais de 300 espécies diferentes de Sabiás espalhadas pelo mundo. Poucos sabem, mas curiosamente todas as espécies que vivem hoje na América do Sul são na verdade descendentes de um ancestral comum, vindo da América do Norte há cerca de 20 milhões de anos.

O Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é a mais comum e a mais conhecida das espécies brasileiras, é uma ave facilmente reconhecida pela cor laranja ou ferrugínea de sua barriga ou, pelo seu canto melodioso. É uma das espécies mais populares do país, tão popular que, em 1968, foi declarada por lei (Decreto nº 63.234) como símbolo nacional para o Dia da Ave, comemorado anualmente em 5 de outubro.

Seu belo canto inspirou poetas consagrados como Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Chico Buarque. Mas entre todas as homenagens, uma se destaca na memória popular, o poema Canção do Exílio onde o poeta Gonçalves Dias imortalizou a ave em seus famosos versos: “Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá”.

Apesar de toda sua popularidade, em 2013 o Sabiá foi alvo de uma das maiores polêmicas do mundo das aves. Inesperadamente, populações da espécie residentes em algumas áreas da cidade de São Paulo trocaram o dia pela noite e passaram a cantar por toda a madrugada. De um momento para outro, seu magnífico canto, antes idolatrado em poemas, se tornou o centro de milhares de reclamações por parte dos paulistanos incomodados pela cantoria fora de hora.

Mas, qual motivo teria levado populações inteiras desta ave a alterarem drasticamente seus horários de atividade? Antes de tudo, é preciso entender por que as aves cantam. Para as aves, cantar é questão de sobrevivência, assim como ocorre com outras espécies de aves canoras, os machos de Sabiás cantam basicamente para atrair as fêmeas ou para assustar outros machos, em outras palavras, poderíamos afirmar que, o canto é tão importante para as aves quanto os celulares são hoje para os humanos.

Diversos estudos científicos realizados com diferentes espécies demonstraram que, no mundo das aves os indivíduos que cantam mais alto, mais rápido e com um repertório maior de notas são aqueles que têm maiores chances tanto de manter territórios com abundância de alimento quanto de conquistar as melhores fêmeas e obter sucesso reprodutivo.

No vídeo abaixo, observe um Sabiá-laranjeira em pleno centro da cidade de São Paulo, repare no barulho produzido pelo trânsito ao fundo do vídeo. Em seguida, voltamos ao mistério sobre o canto dessa espécie nas madrugadas paulistanas.

Por que o Sabiá-laranjeira resolveu cantar de madrugada?

Segundo Albert Einstein, “a coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. Essa é a fonte de toda a arte e ciência”. Desde o início de minha carreira como pesquisador responsável por obras como o livro Ornitologia e Conservação, ou mesmo durante a minha infância quando explorava as matas do rio Paranapanema, fui profundamente impulsionado pela mesma paixão por desvendar mistérios que move a vida de tanto cientistas.

Acompanhei de perto toda a repercussão em torno da insônia dos Sabiás e, uma pergunta não saia da minha mente: “Qual seria o mistério por trás do estranho comportamento destas aves?”.  Para investigar o estranho fenômeno, que aconteceu na cidade de São Paulo, criei o projeto a Hora do Sabiá. Como o próprio nome sugere, seu objetivo é identificar os horários em que os Sabiás cantam por todo o país. Mas, diferente de outros estudos científicos, este foi idealizado como um projeto colaborativo, ou seja, embora eu seja o coordenador científico os dados são registrados por voluntários, pessoas de todas as idades que participam livremente e e enviam suas observações através de um formulário, disponível em www.horadosabia.com.

Lançado em 2013, o projeto já conta com a participação de milhares de pessoas em todo país e, se tornou nada menos que o maior projeto de monitoramento colaborativo da América do Sul e, o primeiro projeto de Ciência Cidadã genuinamente brasileiro.

O termo ciência cidadã é o nome dado a projetos científicos onde cientistas ou instituições contam com a colaboração do grande público para registrar e coletar dados na natureza. Já as pessoas que participam de projetos do tipo são chamadas de cidadãos cientistas, pessoas comuns engajadas em pesquisas cientificas sob a supervisão de pesquisadores de uma determinada área.

Foi apenas graças ao apoio de cidadãos cientistas voluntários de diversas cidades do estado de São Paulo, que responderam através da internet a duas perguntas simples – a que horas os Sabiás começam a cantar? E quando param? -, que foi possível desvendar o mistério por trás da mudança drástica de comportamento das aves da capital paulistana.

Surpreendentemente, as respostas de mais de 1900 voluntários de São Paulo, demonstraram que as aves da capital começam a cantar em média 5 horas antes que seus parentes do interior. Além disso, os Sabiás do interior cantam – pela última vez no dia -, em média, 4 horas antes dos da capital.

Finalmente, parte do mistério havia sido resolvido, a resposta era clara, se a grande maioria das aves que habita cidades pequenas não canta de madrugada, fica evidente que esta não é uma característica comum da espécie, mas, sim, um comportamento exclusivo de aves que habitam grandes cidades, como São Paulo.

Mas uma pergunta fundamental para entender o fenômeno, permanecia sem resposta: o que é que São Paulo, a grande metrópole da América Latina, tem que, cidades do interior do estado não têm? O que poderia estar afetando a biologia e o comportamento das populações de Sabiás-laranjeira de São Paulo para que estas aves iniciem e, aumentem o volume e a frequência de seus cantos às 3 horas da madrugada?

A resposta é simples: o trânsito ou, melhor dizendo, o barulho provocado pelos carros.

Com base nos dados da CET – Companhia de Engenharia Tráfego e, de dados coletados em estações experimentais para registro de ruídos pela cidade, foi possível comparar regiões e até ruas da cidade com alto índice de fluxo de veículos e, consequente, maior poluição sonora, a regiões com baixo índice e, correlacionar estes dados com a alteração do horário de canto das aves.

Os resultados foram conclusivos e demonstraram que os Sabiás que habitam regiões da cidade altamente impactadas pela poluição sonora , se adaptaram ao barulho excessivo, deslocando seus horários de canto para o meio da madrugada. Isto porque é somente no silêncio da madrugada de São Paulo que os Sabiás encontram as condições ideais para se comunicar, ouvir e ser ouvido por outros Sabiás.

Agora você já sabe: se o canto dos seus vizinhos emplumados está lhe tirando o sono, o maior culpado está logo ali estacionado na sua garagem ou na frente da sua casa.

Então, que tal deixar o carro ou a moto em casa ao menos uma vez por semana e optar por um modo de transporte alternativo? Os Sabiás de São Paulo agradecem.

Mas atenção, para agir em prol da conservação desta espécie é imprescindível acompanhar de perto possíveis mudanças nos hábitos destas aves que, são o símbolo de nosso país. Por este motivo o projeto a Hora do Sabiá, é um projeto de monitoramento de longo prazo, o que significa que ele acontece todos os anos e, é contínuo.

Você gostaria de nos ajudar a entender e proteger os Sabiás de todas as cidades do país? Seja você também um cidadão cientista, basta acessar www.horadosabia.com ou, clicar aqui no formulário do projeto e encaminhar as suas observações. Conte a que horas os Sabiás cantam aí na sua janela! Além de contribuir para a preservação da espécie, você recebe um certificado especial de participação.

Para conhecer os resultados deste projeto e, saber mais sobre as incríveis aves brasileiras acompanhe os textos do Blog Avoando aqui no Conexão Planeta e na página do Instituto Passarinhar no Facebook.

 

Fotos e vídeo: Sandro Von Matter

Pesquisador em ecologia e conservação, jornalista ambiental e fotógrafo de natureza, investiga questões sobre o topo das florestas tropicais e as fascinantes interações entre animais e plantas. Hoje, à frente do Instituto Passarinhar, é um dos pioneiros em ciência cidadã no Brasil, e desenvolve projetos em conservação da biodiversidade e restauração ecológica, criando soluções para tornar os centros urbanos mais verdes.

Sandro Von Matter

Pesquisador em ecologia e conservação, jornalista ambiental e fotógrafo de natureza, investiga questões sobre o topo das florestas tropicais e as fascinantes interações entre animais e plantas. Hoje, à frente do Instituto Passarinhar, é um dos pioneiros em ciência cidadã no Brasil, e desenvolve projetos em conservação da biodiversidade e restauração ecológica, criando soluções para tornar os centros urbanos mais verdes.

89 comentários em “A incrível insônia do Sabiá-laranjeira

  • 22 de outubro de 2015 em 3:43 PM
    Permalink

    Biólogo Sandro Von Matter, Porto Alegre é uma cidade que têm Sábias em quantidade, eles andam pelas calçadas sem o menor medo, aqui comigo eles perderam o respeito, ontem enquanto me ausentei para pegar água nova, um deles entrou dentro de casa. Postei no Facebook tua matéria. Se olhares as fotos de pássaros que tenho na minha página vais ver a quantidade de espécies que chegam á minha sacada, o dia todo, para se alimentarem de frutas que deixo a disposição delas.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:32 PM
      Permalink

      Olá Magda,
      Parabéns pela bela relação com as aves.
      Muito obrigado pelo seu gentil comentário e por compartilhar seu dia a dia com os Sabiás.
      Abraços

      Resposta
  • 22 de outubro de 2015 em 5:33 PM
    Permalink

    Aqui no Sul do Brasil , em Porto alegre ele tem rotinas bem cedo la por 5 e 3o da manha ele já esta de bico aberto cantando eu moro no centro urbano de POA, mas meu patio é bem grande e cuido muito dos …Sabias adoro o canto eaqui nos fundos da casa tem um mato de …Pitangueiras eles moram aqui por causa dos frutos nesta época tem sombra e muita comida para eles…unica coisa que é ruim são os filhotes que quando voam e ainda não estão preparados minha cachorra Maia pega eles quando não estou em casa e as vezes encontro um filhote morto ai fico triste. Mas é muito linda a minha morada que fica enfeitada com os cantos dos Sabias, adoro a natureza e os pássaros.Atenciosamente Luisa Edith Pinto.Pedagoga.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:33 PM
      Permalink

      Olá Luisa,
      Obrigado por compartilhar comigo e com os demais leitores um pouco da sua vida entre as aves.
      Parabéns por manter árvores que oferecem alimento as aves, elas são super importantes.

      Resposta
  • 22 de outubro de 2015 em 6:30 PM
    Permalink

    Menino…muito obrigada pela informação…moro na Vila Nova Conceição em São Paulo e há muito tempo não utilizo mais despertador nessa época. Levanto as 4 da matina para trabalhar e eles me acordam direitinho todo os dias.
    Abraços.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:35 PM
      Permalink

      Obrigado pela visita Natalia,
      Continue acompanhando minhas publicações e deixando comentários. Abraços

      Resposta
    • 14 de setembro de 2017 em 2:58 PM
      Permalink

      kkkkkkkkkkkkkk Magda, moro no Butantã, não aguento mais! Acordo todos os dias às 3h a.m. com o canto deles e não consigo dormir mais.

      Resposta
  • 22 de outubro de 2015 em 7:22 PM
    Permalink

    Acredito que na verdade “alguém” se deu conta do fato apenas em 2013. Porém, muitos anos antes, e por muito tempo, eu os ouvia cantar no meio da madrugada, mais ou menos nesse horário mesmo de 3:30. Na época, eu morava na Av. Braz Leme, em Santana, capital. Agora, vivendo na serra gaúcha, não os ouço mais na madrugada. Começam bem cedo de manhã e podem cantar várias vezes durante o dia, mas tem época certa: iniciam na primavera. Outro dia percebi, também, que um sabiá que está pelas redondezas disparou a cantar forte e ininterruptamente quando alguém usava uma serra para podar árvores, e cessou após a serra ser desligada. O mesmo ocorreu em determinada ocasião quando as crianças da escolinha infantil próxima faziam muito barulho enquanto brincavam. Então, parece que ruído forte também pode ser um disparador, como uma ameaça. O curioso é que o canto do sabiá aqui do sul é diferente do paulistano, e ambos são distintos dos sabiás que ouvi na Serra do Espinhaço, região do Serro.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:38 PM
      Permalink

      Olá Mirtes,
      Obrigado por compartilhar sua experiência de vida com as aves.
      Sim, em geral, as aves fora dos grandes centro urbanos mantém seus horários de atividade “normais”.
      Interessante você comentar sobre os cantos, as aves de uma mesma espécie possuem dialetos diferenciados por este motivo os cantos são diferentes em cada região, é como se as aves também tivessem sotaque.
      Abraços

      Resposta
  • 22 de outubro de 2015 em 8:03 PM
    Permalink

    Aqui em Ubatuba e me disseram que em Ilhabela também eles este ano estão cantando por volta das 3h (antes do horário de verão em, setembro) fato muito estranho pois eles começavam com o raiar do sol. Aqui não tem barulho (trânsito) como foi falado no texto. Portanto acredito que outros fatores estão alterando o comportamento destas aves. Sugiro que a linha de investigação vá pelas alterações climáticas, estamos vivendo fenômenos que nunca antes presenciamos, creio que seja este um dos fatores destas mudanças.

    Resposta
    • 23 de outubro de 2015 em 6:20 PM
      Permalink

      Pode ser. Aqui onde moro estava achando que era por conta de noites mais frias.

      Resposta
      • 3 de novembro de 2015 em 10:47 PM
        Permalink

        Obrigado pela visita Ney,
        Continue acompanhando meus textos. Abraços

        Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:40 PM
      Permalink

      Olá Beto,
      Muito interessante seu comentário, uma das variáveis com que eu trabalho no projeto são exatamente as alterações de temperatura e pluviosidade ao longo dos anos. Estes fatores não influenciaram as populações de São Paulo mas pode sim estar afetando de alguma forma os Sabiás do litoral.
      Obrigado e continue acompanhando meus textos por aqui, Abraços

      Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 5:25 PM
      Permalink

      Olá Beto,

      Obrigado pelos seus comentários super relevantes.
      Como expliquei para outros leitores, a participação do público encaminhando os registros de horário de canto das aves é uma das partes do projeto.

      Após receber estes registros realizei inúmeros experimentos para investigar e correlacionar as variáveis ambientais que poderiam estar afetando significativamente a fisiologia e o comportamento das aves. Entre outros fatores como iluminação artificial e poluição sonora, foram avaliados também fatores climáticos.

      No caso da cidade de São Paulo, meus resultados demonstraram claramente que o fator que afeta significativamente as populações de Sabiás-laranjeira é a poluição sonora.

      Mas este resultado pode variar de cidade para cidade, pois cada cidade esta sujeita a diferentes fatores e mudanças ambientais.

      Por este motivo é tão importante que as pessoas participem do projeto em http://www.horadosabia.com e continuem encaminhando seus registros, assim poderei estender as análises para todo o país.

      Att. Sandro

      Resposta
  • 22 de outubro de 2015 em 11:17 PM
    Permalink

    3:30 h da manhã na rua Cardeal Arco Vede última quadra, antes da Eusébio Matoso. Aqui vem ocorrendo um bota abaixo de casas e jardim, algumas árvores apenas estão preservadas.

    Resposta
    • 1 de novembro de 2015 em 7:53 PM
      Permalink

      AQUI NAVILASONIA É IGUAL …UM INFERNO PRA NATUREZA,,,,TICO TICOS .SABIÁS .BENTEVIS ….CASAIS DE GAVIÕES – OUVINDO A CANÇÃO DO cUICO – O HOMEM VEIO AQUI….

      Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:42 PM
      Permalink

      Olá Aurea,
      Obrigado por compartilhar sua história, infelizmente áreas verdes ficam cada ano menores nos grande centros urbanos.
      Que bom que muitas pessoas ainda preservam seus jardins e plantam árvores.

      Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 5:27 PM
      Permalink

      Olá Aurea,

      As alterações da arborização das cidades é um outro fator que pode afetar as aves. Por isso é imprescindível que os gestores públicos plantem árvores por todas as cidades.

      Obrigado pela sua visita, Abraços

      Resposta
  • 22 de outubro de 2015 em 11:23 PM
    Permalink

    concordo com o comentário do Beto acima. Ouço o sabiá desde 2007, qdo mudei do Centro para a Vila Madalena e passei a acordar nas madrugadas de setembro por causa do canto muito alto do sabiá. Levei uns 3 anos para me acostumar com a cantoria na rua. E não quero dizer que eles passaram a cantar de madrugada nessa época. Talvez no Centro tivesse menos aves, até pq morava numa área pouco arborizada. E, desculpe, mas essa teoria do trânsito me parece um pouco “fácil” demais. Não só em razão do testemunho do morador de Ubatuba (cidade que não sofre tanto com o ruído do trânsito), mas principalmente por uma lembrança minha: qdo era adolescente em Pindamonhangaba, no interior de SP, todas as madrugadas de sexta ou sábado qdo eu voltava da balada numa certa época do ano eu cruzava na rua com um sabiá que cantava sempre na mesma árvore (lembro que a luz do poste ficava entre a copa). Sempre alta madrugada. À época não sabia que se tratava de um sabiá. Só fui juntar os pontos qdo descobri que o passáro que me acordava na Vila Madalena era o tal do sabiá. E isso foi em 2013, qdo saiu matéria sobre o assunto na Folha de SP. Abs

    Resposta
    • 1 de novembro de 2015 em 7:58 PM
      Permalink

      CONCORDO -EU NASCI NAFRADIQUE COUTINHO EM PINHEIROS NO BAIXO VILA MADALENA….E LÁ ,QUANDO CRIANÇA HAVIA MAIS SABIÁS DO QUE PARDAIS….30 ANOS DEPOIS,QUANDO IAVIZITAR MEUS PAIS SÓ TINHA BENTEVIS AEPREDADORADE SABIÁS….E MAIS VC TEM RAZÃO -NÃO É SÓ O BARULHO DO TRANSITO…É MUITO MAIS OSHOLOFOTES ACESOS PRAESPANTAR LADRÃO E ESPANTAM OS SABIÁS……DORMEM À 7HORAS E ÀS DUAS HORAS COMEÇAM A DESPERTAR COM A LUZ DOS HOLOFOTES….E NEONS DE PADARIAS E LOJAS….ÀS 3 HORAS ESTÃO CANTANDO ATÉ A´S 5 HORAS QUANDO CLAREIA E ELES “AVUAM”…..

      Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 11:09 PM
      Permalink

      Olá Guilherme, Obrigado pelo seu comentário,

      As aves urbanas, reagem de formas diferentes a diversos fatores ambientais em inúmeras cidades no mundo. Não existe um padrão fixo que possa explicar mudanças de comportamento para todas as cidades, o que é conhecido dos cientistas é que os dois principais fatores que interferem na biologia das aves em grandes cidades é a iluminação artificial e a poluição sonora.

      Mas outros fatores podem influenciar alguns indivíduos ou populações em algumas áreas especificas de forma diferente, por este motivo é tão importante contar com a participação de todos para que enviem seus depoimentos e registros sobre o comportamento das aves.

      No caso de São Paulo, além de analisar os registros enviados pelos participantes do projeto realizei vários experimentos para identificar qual fator estaria interferindo no comportamento das aves. Comecei com a hipótese de que um fator ambiental poderia estar influenciando a alteração do horário de atividade dos Sabiás e, com experimentos testei inúmeras variáveis como iluminação artificial, poluição sonora, mudanças climáticas entre outras.

      O que meu texto divulga já são os resultados do projeto, baseados nestes experimentos. Com base nesses dados o que hoje interfere significativamente na mudança do comportamento de canto da população de Sabiás da capital paulista é a poluição sonora.

      O que claro não significa que não existam outros fatores que afetam as aves. Por este motivo a participação do público em projetos de larga escala é tão importante pois são depoimentos como o seu que podem trazer novos dados ao estudo.

      Se quiser maiores detalhes sobre o estudo entre em contato comigo através do Instituto Passarinhar.
      Atenciosamente

      Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 5:28 PM
      Permalink

      Olá Guilherme, Obrigado pelo seu comentário,

      As aves urbanas, reagem de formas diferentes a diversos fatores ambientais em inúmeras cidades no mundo. Não existe um padrão fixo que possa explicar mudanças de comportamento para todas as cidades, o que é conhecido dos cientistas é que os dois principais fatores que interferem na biologia das aves em grandes cidades é a iluminação artificial e a poluição sonora.

      Mas outros fatores podem influenciar alguns indivíduos ou populações em algumas áreas especificas de forma diferente, por este motivo é tão importante contar com a participação de todos para que enviem seus depoimentos e registros sobre o comportamento das aves.

      No caso de São Paulo, além de analisar os registros enviados pelos participantes do projeto realizei vários experimentos para identificar qual fator estaria interferindo no comportamento das aves. Comecei com a hipótese de que um fator ambiental poderia estar influenciando a alteração do horário de atividade dos Sabiás e, com experimentos testei inúmeras variáveis como iluminação artificial, poluição sonora, mudanças climáticas entre outras.

      O que meu texto divulga já são os resultados do projeto, baseados nestes experimentos. Com base nesses dados o que hoje interfere significativamente na mudança do comportamento de canto da população de Sabiás da capital paulista é a poluição sonora.

      O que claro não significa que não existam outros fatores que afetam as aves. Por este motivo a participação do público em projetos de larga escala é tão importante pois são depoimentos como o seu que podem trazer novos dados ao estudo.

      Se quiser maiores detalhes sobre o estudo entre em contato comigo através do Instituto Passarinhar.
      Atenciosamente

      Resposta
  • 23 de outubro de 2015 em 6:14 AM
    Permalink

    Aqui em Nova Friburgo-RJ (cidade de 180.000 habitantes), os sabiás cantam pelas 3 da madrugada e voltam a cantar pelas 5… Depois, cantam pelas 5 da tarde… E começam a cantar, em agosto, ainda no inverno…

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:49 PM
      Permalink

      Olá Maria Lua,
      Obrigado por nos visitar e enviar seu comentário.
      Muito interessante, participe do projeto no link disponível no texto, assim poderemos entender o que afeta as aves a nível nacional.
      Abraços

      Resposta
    • 16 de novembro de 2015 em 12:11 AM
      Permalink

      Olá Maria Lua,
      Obrigado pelo envio dos seus registros, acompanhe nossas publicações aqui no site para ter notícias sobre o projeto.
      E compartilhe suas observações preenchendo nosso formulário em http://www.horadosabia.com

      Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:48 PM
      Permalink

      Obrigado por compartilhar José Carlos,
      Grande abraço

      Resposta
  • 23 de outubro de 2015 em 7:10 PM
    Permalink

    é, sou também um sabiámaníaco pois sou músico e adoro sua incrível melodiosidade mas acho que só essa fator trânsito não é suficiente para explicar a alteração de horário de canto…legal estender essa pesquisa pra todo o brasil e ver o que rola, né?

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:46 PM
      Permalink

      Olá Valter,
      Obrigado por deixar seu comentário aqui.
      Coordeno este projeto desde 2013 e sim ele foi idealizado para todo o território nacional, em breve os resultado para todo o país serão publicados.
      Mas de qualquer forma, cada cidade tem uma dinâmica própria, com fatores únicos influenciando a vida das populações das aves urbanas.
      Por este motivo, as resposta encontradas para São Paulo, podem ser diferentes para as de Brasília, por exemplo.
      Em SP a variável que mais afeta os Sabiás significativamente é sim a poluição sonora, digo isso baseado no meu estudo que comparou diversas áreas sob efeito de diversos fatores ambientais diferentes.
      Abraços

      Resposta
  • 23 de outubro de 2015 em 8:55 PM
    Permalink

    Eu realmente acho que não tem nada haver com o barulho e a poluição provocada pelos carros, A cidade de São Paulo sempre foi barulhenta e poluida e os sabias nunca cantaram nesse horário, isso é algo novo, como a propria matéria relata. Moro a 40 anos no Bairro do Butantã e posso garantir que é algo novo. Não sei explicar o motivo mas estou inquieto sobre algo: observei que os sabias começaram a cantar a noite logo depois que a prefeitura começou seu plano para instalar luzes nos postes amarelas, substituindo-as pela brancas. Acho que os sabias estão confundindo as luzes amarelas dos postes com o nascer do sol, por isso começam a cantar de noite, quando as luzes dos postes acendem e o sol parece estar nascendo…. simplesmente começam a cantar porque acham que ja esta na hora que é justamente quando o sol nasce

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 5:31 PM
      Permalink

      Olá Gabriel,

      Como expliquei para outros leitores.

      Diversos fatores podem influenciar alguns indivíduos ou populações em algumas áreas especificas de forma diferente, por este motivo é tão importante contar com a participação de todos para que enviem seus depoimentos e registros sobre o comportamento das aves.

      No caso de São Paulo, além de analisar os registros enviados pelos participantes do projeto realizei vários experimentos para identificar qual fator estaria interferindo no comportamento das aves. Comecei com a hipótese de que um fator ambiental poderia estar influenciando a alteração do horário de atividade dos Sabiás e, com experimentos testei inúmeras variáveis como iluminação artificial, poluição sonora, mudanças climáticas entre outras.

      O que meu texto divulga já são os resultados do projeto, baseados nestes experimentos. Com base nesses dados o que hoje interfere significativamente na mudança do comportamento de canto da população de Sabiás da capital paulista é a poluição sonora.

      O que claro não significa que não existam outros fatores que afetam as aves. Por este motivo a participação do público em projetos de larga escala é tão importante pois são depoimentos como o seu que podem trazer novos dados ao estudo.

      Se quiser maiores detalhes sobre o estudo entre em contato comigo através do Instituto Passarinhar.
      Atenciosamente

      Resposta
  • 24 de outubro de 2015 em 7:36 AM
    Permalink

    Moro em Curitiba PR desde 2005 e, desde então, percebi que não só os sabiás, como também, corruíras, adotam o hábito de cantarem por várias horas durante a madrugada.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 5:32 PM
      Permalink

      Olá Alvaro,
      Muito obrigado pela visita e pelo comentário.
      As aves estão sendo afetadas por fatores ambientais em decorrência da urbanização em diversas cidades brasileiras.
      Por este motivo é tão importante que as pessoas participem acessando http://www.horadosabia.com

      Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 6:43 PM
      Permalink

      Olá Paula,
      Obrigado pela visita. Participe você também do projeto acesse http://www.horadosabia.com e compartilhe seus registros.

      Resposta
  • 24 de outubro de 2015 em 11:18 AM
    Permalink

    Em Curitiba, bairro Cajuru, eles iniciam entre 5hs e 5h3O desde a vida toda. Nunca olhei no relógio mas acho que às 7hs já está tudo quieto. Durante o dia, quando saboreia aas pitangaas ele faz um tipo de arulhar, mas é diferente da pomba.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 6:45 PM
      Permalink

      Olá Ingrid, Bom dia,
      Obrigado por acessar o blog aqui no Conexão Planeta. Participe você também do projeto acesse http://www.horadosabia.com e compartilhe seus registros.

      Resposta
  • 24 de outubro de 2015 em 4:59 PM
    Permalink

    Aqui em Casa, Campo Grande-ms, em agosto/setembro ele canta insistente, a partir das 3 horas da manhã e aqui é silencioso.

    Resposta
    • 16 de novembro de 2015 em 12:07 AM
      Permalink

      Olá Fátima,
      Os dados para o Mato Grosso do Sul ainda não foram analisados, mas eu agradeço muito seu depoimento, por favor compartilhe seus registros em http://www.horadosabia.com
      Grande abraço

      Resposta
  • 24 de outubro de 2015 em 5:30 PM
    Permalink

    Moro no bairro Rio Branco em Porto Alegre. É perto do centro, mas bem calmo e arborizado, cheio de aves e muitos sabiás-laranjeira. Mesmo com a relativa calma do bairro, eles começam a cantar pelas 4 da madrugada, talvez influenciados por outros de bairros mais ruidosos.
    Há quase dois anos criei um grupo sobre aves: https://www.facebook.com/groups/passarosdobairro/

    Resposta
    • 16 de novembro de 2015 em 12:09 AM
      Permalink

      Olá José,
      Parabéns pela sua iniciativa,
      Compartilhe seus registros sobre o canto das aves em http://www.horadosabia.com
      Todos os relatos e observações são essenciais para a realização do projeto.

      Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 8:40 AM
    Permalink

    Rio de Janeiro. Lagoa. Começam as 17h e param as 4h – 5h.

    Resposta
  • Pingback: A incrível insônia do Sabiá-laranjeira | Além da Mídia

  • 25 de outubro de 2015 em 2:01 PM
    Permalink

    Eu observei que os Sabiás começaram a cantar mais cedo depois que foram instaladas lâmpadas de vapor de sódio na iluminação pública. Elas são tão mais claras que deve confundir os pássaros e acham que o amanhecer já chegou.
    E o transito é mínimo na nossa região.

    Resposta
    • 25 de outubro de 2015 em 3:22 PM
      Permalink

      Creio que seu comentário esteja em concordância com um raciocínio lógico.
      O barulho até pode fazer diferença mas, a luminosidade é algo primordial. Em grandes centros, o ceu praticamente reflete uma parte da luz irradiada para cima dando a sensação de que está amanhecendo maios cedo. Essa verdade é ainda incômoda para observadores de astros. A luz da cidade atrapalha e muito.

      Resposta
      • 16 de novembro de 2015 em 12:05 AM
        Permalink

        Olá Ricardo,
        Obrigado pelos seus comentários, realmente a poluição sonora e a iluminação artificial são os dois maiores fatores de interferência no comportamento das aves urbanas. Porém até o momento ao menos para o Sabiás-laranjeira das grandes cidades brasileiras o fator mais impactante na mudança do comportamento baseado em experimentos locais é o barulho especificamente produzido pelos carros.
        Abraços e uma ótimas semana

        Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 3:25 PM
    Permalink

    BENDITO RESIDENCIAL PARQUE CONTINENTAL DE SÃO PAULO,REGIÃO JAGUARÉ. OS SABIAS AQUI CANTAM AO FINAL DA TARDE, DA MESMA FORMA COMO SEMPRE CANTARAM.É UMA BENÇÃO. SOMOS PRESENTEADOS POR DEUS TODAS AS TARDES. E,OS SABIAS TAMBÉM.

    Resposta
    • 16 de novembro de 2015 em 12:01 AM
      Permalink

      Olá Eunyce,

      Que bom receber um depoimento tão bonito, continue acompanhando os textos sobre aves por aqui. Abraços

      Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 5:47 PM
    Permalink

    Moro no Rio de Janeiro, no Maracanã e faz tempo que as sabiás por aqui cantam nas madrugadas, as vezes quando durmo tarde, lá pras 3 da manhã elas já estão cantando, uma amiga que mora em Laranjeiras reclama do canto da sabiás na madrugada há anos, diz que fazem muito barulho e não a deixam dormir, Tinha muita curiosidade em saber o motivo deste canto na madrugada, os ruídos de automóveis, aviões, etc fazem sentido, mas com certeza elas cantam também durante o dia, pelo menos por aqui.

    Resposta
    • 16 de novembro de 2015 em 12:00 AM
      Permalink

      Olá Ana,

      Obrigado pelo seu depoimento, os dados do projeto apontam que as aves nas grandes cidades aparentemente seguem o mesmo padrão de poupar energia durante o dia para cantar durante a noite. Os motivos possivelmente podem variar de cidade para cidade.

      Grande abraço

      Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 6:25 PM
    Permalink

    Oi! Excelente sua matéria, surpreendente e esclarecedora! Aqui em Curitiba moro em uma região muito arborizada e silenciosa, que abriga diversas espécies. Os sabiás começam ás 05:15 e terminam perto das 06:00 sua cantoria. Mas mesmo assim eu os amo! Abraço!

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:53 PM
      Permalink

      Olá Morena,
      Super obrigado pelos elogios, compartilhe suas observações em nosso formulário acesse http://www.horadosabia.com
      Abraços e parabéns por amar as aves.

      Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 6:54 PM
    Permalink

    MORO EM PETRÓPOLIS RJ E A SABIÁ NOS ACORDA TODO DIA POR VOLTA DAS 4:30 DA MANHÃ. AQUI NÃO TEM TRANSITO NEM LUZ QUE CLAREIA TANTO ASSIM. GOSTARIA MUITO QUE ELAS RESPEITASSEM O HORÁRIO DE SILÊNCIO KKKKK.

    SONIA MARIA PEREIRA FOGEL 25 DE OUTUBRO 2015

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:52 PM
      Permalink

      Olá Sonia,
      Obrigado pela visita, Grande abraço a você e aos Sabiás de Petrópolis.

      Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 9:25 PM
    Permalink

    Concordo com você, Gustavo, também acho que a iluminação das cidades é uma das causas principais de os pássaros acordarem e cantarem mais cedo. Moro na Vila Mariana (SP), um bairro razoavelmente arborizado, com muitos pássaros além do sabiá. No meu quarteirão há um sábia que domina o pedaço – canta muito alto e forte uma “musiquinha” diferente, toda sua (nunca ouvi nenhum outro cantar como ele). “Mora” entre uma árvore em frente e uns arbustos nos fundos do meu prédio. Todos os dias vou me deitar de madrugada, entre 2h/3h. Antes do horário de verão comecei a perceber que, todas as vezes que eu acendia as luzes do banheiro (cuja janela fica voltada para os fundos) durante esse horário, ele começava a trinar. Às vezes ele se perde e dá uns trinados lá pela meia-noite, mas logo para. Já contei o tempo que ele leva cantando durante a madrugada: cerca de meia hora; depois se aquieta e só volta a cantar lá pelas 5h/6h. Os prédios aqui são muito iluminados e os postes têm essas lâmpadas de vapor de sódio. Minha rua é barulhenta durante o dia, mas silenciosa à noite. Portanto, acho que o barulho do trânsito não deve ser considerado como a causa principal dessa mudança de comportamento dos bichinhos.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:51 PM
      Permalink

      Olá Sonia,

      Agradeço imensamente sua visita e disponibilidade de compartilhar suas observações comigo.
      Diversos fatores afetam a vida das aves e estamos levando todos em consideração.

      Abraços e uma ótima semana

      Resposta
  • 25 de outubro de 2015 em 9:59 PM
    Permalink

    Em Porto Alegre, no ano passado já vi saviá cantar a uma e meia da manhã. Esse anos estão começando a cantar, vou marcar o horário…

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:30 PM
      Permalink

      Olá Waleska,
      Obrigado pelo comentário e muito obrigado por se juntar ao bando participando do projeto.
      A participação de todos é essencial.
      Atenciosamente

      Resposta
  • 26 de outubro de 2015 em 7:21 PM
    Permalink

    Engraçado, esta matéria me chamou a atenção, pois um dia – ou melhor dizendo numa madrugada por volta das 3 horas – estava conversando por telefone com um amigo do Rio de Janeiro, e ele perguntou, que barulho é esse? Eu disse que eram passarinhos que cantam a esta hora aqui em VInhedo-SP! Não sei qual é, mas o canto é parecidíssimo com o do vídeo (parece um despertar), e moro em um local, espetacularmente repleto de árvores de todas as espécies!

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:29 PM
      Permalink

      Olá Mara,
      Obrigado por compartilhar, diversos fatores podem influenciar a vida das aves, estes fatores variam de cidade para cidade.
      Coordeno o Projeto Hora do Sabiá desde 2013, é um projeto nacional, por este motivo é tão importante que todas as pessoas participem, quanto mais participações melhor poderemos entender como (e porque) as aves se comportam de uma maneira ou de outra em todo o país.
      Participe também, basta preencher o formulário citado no texto.
      Abraços

      Resposta
  • 26 de outubro de 2015 em 7:36 PM
    Permalink

    Moro em Corumbá, Pantanal, MS. Há tempos venho observando Sabiás voando e cantando à noite, e nem sempre em lugares muito movimentados. Pensei que fosse pela iluminação das ruas.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:25 PM
      Permalink

      Olá Janan,

      Muito obrigado pela sua visita.
      Interessante seu comentário, como citei acima, os motivos da atividade das aves se deslocarem para a noite pode variar de uma cidade para outra. Mas com certeza os dois fatores de maior impacto sobre as aves são a iluminação artificial e a poluição sonora.

      Resposta
  • 26 de outubro de 2015 em 11:05 PM
    Permalink

    Moro em Sapucaia do Sul/RS. Aqui, os sabiás começam a cantar por volta das 4:00 horas da manhã e vão até à hora do crepúsculo.
    Tem um grupo de, no mínimo, 3 aves que vem pegar a ração do gato, não dando a menor importância se estamos por perto ou não.
    Outra coisa interessante é o seu canto. Podemos distinguir dois grupos, com cantos bem distintos. Um deles diz uma frase, que antropomorfizando fica assim: “proteja tuí, proteja tuí, proteja tuí, tuí, tuí…”(e continua com outros trinados), identificamos 3 aves com este tipo de canto. Um repete “proteja tuí” 3 vezes, outro só duas e um terceiro não diz “proteja”, o trinado é diferente, mas todos “falam” tuí, tuí, o que lhes rendeu o apelido de Família Tuí.
    O outro grupo tem um canto mais clássico e mais semelhante aos cantos de sabiá que escuto nos diferentes lugares.
    Sou Bióloga e tenho muito interesse no assunto. Se quiser mais informações, estou à disposição.
    Pretendo gravar o canto deles, assim que consertar um equipamento danificado.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:22 PM
      Permalink

      Olá Tania,
      Obrigado pelas informações e pelos gentis comentários.
      O canto de aves de uma mesma espécie pode variar muito, existem dialetos específicos de cada região e, muitas variáveis podem influenciar estas diferenças.
      Sinta-se a vontade para conversar comigo.
      Visite a página do Instituto Passarinhar e entre em contato.
      Atenciosamente

      Resposta
  • 31 de outubro de 2015 em 10:02 PM
    Permalink

    Em São Paulo, praça Biuenos Aires, os sabiás e outros pássaros começaram a cantar a partir das 2h da manhã a partir da instalação de LUZES NO PARQUE durante TODA A NOITE. A meu ver não se trata apenas do barulho do trânsito mas LUZ. Isso porque o fluxo de veículos sempre foi intenso na av, Angélica até 1h da manhã, diminuindo muito e só voltando pelas 4,30h e as aves começavam a cantar pelas 4,30, justamente. O fluxo de trânsito CONTINUA EXATAMENTE ASSIM e o que mudou foram mesmo as luzes da praça, densamente arborizada. Mas alguém convence as “autoridades” a apagar essas luzes?????
    Marlene.

    Resposta
    • 3 de novembro de 2015 em 10:19 PM
      Permalink

      Olá Marlene,

      Obrigado pelo seu comentário e por compartilhar informações tão importantes, principalmente por compartilhar fatos históricos.
      As aves urbanas, reagem de formas diferentes a diversos fatores ambientais em inúmeras cidades no mundo. Em todos os grandes centros os dois principais fatores que antrópicos que afetam a biologia das aves é a iluminação artificial e a poluição sonora.

      Mas quais destes fatores afetam as aves de maneira mais significativa varia muito de uma cidade para outra, por isso é preciso levar em consideração todas as avariáveis possíveis. No caso de São Paulo tenho “estações controle” para amostrar o que afeta mais os Sabiás, basicamente, comparo área pela cidade com pouca iluminação artificial noturna, áreas com pouca poluição sonora diurna e cruzo estes dados em análises multivariadas com os registros de canto das aves.

      Coordeno este projeto desde 2013, e no caso de São Paulo capital baseado em meus dados posso afirmar que hoje o que afeta significativamente a população urbana como um todo é a poluição sonora diurna.

      Isso não significa que em algumas áreas ou bairros, a iluminação artificial não interfira, mas sim que a poluição sonora interfere muito mais.
      Sinta-se a vontade para me contatar caso queira conversar mais a respeito através do site do Instituto Passarinhar.

      Atenciosamente

      Resposta
  • 6 de novembro de 2015 em 11:51 PM
    Permalink

    Prezado Sandro, não vi todos os comentários aqui postados, então não sei se existem relatos de outras regiões do país. Assim, deixo aqui meu relato sobre a cidade de Recife onde moro a mais de 10 anos. Recentemente comecei a notar que aqui também os pássaros estão cantando em um horário diferente do habitual. Na realidade acho que nem param de cantar, pois às 23 h já escuto alguns. Achei muito estranho pois isso não acontecia antigamente… Obrigada pela atenção. Espero ter contribuído de alguma forma.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:46 PM
      Permalink

      Olá Adriana,
      Todas as contribuições são super importantes, obrigado por compartilhar suas observações.
      O projeto é contínuo, basta acessar horadosabia.com, preencher o formulário e nos enviar.
      Abraços

      Resposta
  • 7 de novembro de 2015 em 5:56 AM
    Permalink

    Vi sua entrevista, parabens!!! E vim deixar meu depoimento porque eu tinha percebido isso a mais de dez anos passados. Moro em Niterói, junto de um arvoredo, e o canto que agora vejo era do sábia, me incomodava e acordava todo dia no meio da madrugada, justo as 3 horas. Me fazia muito mal. Um determinado dia fui a Curitiba, e me hospedei num hotel perto do Passeio Público. Cheguei tarde no hotel de uma festividade, fechei bem as cortinas e lembrei, vou deixar tudo bem escuro, dormir até meio dia, que meu avião é as 14 horas, e o passarinho ficou em Niterói, mas qual não foi minha surpresa, no mesmo exato horário, o mesmo canto , o bicho cantou tão alto que me acordou, num décimo andar, na mesma hora da madrugada, que sonado e irritado cheguei achar o passarinho tinha vindo atrás de mim de Niterói até Curitiba…..Ele ficou anos sem cantar aqui, mas estes dias ouvi novamente, mas já não tão recorrente.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:44 PM
      Permalink

      Olá Roberto,

      Obrigado pelos elogios, este projeto é uma conquista a todos que participaram. Contei com a ajuda de milhares de voluntários que enviaram seu registros pela internet, fizemos algo pioneiro, é a primeira vez no Brasil que participantes de todo o país auxiliam um cientista a estudar um fenômeno natural.

      Como expliquei para outros leitores, cada cidade possui fatores e características únicas que podem interferir no comportamento das aves. Estes são resultados preliminares por que foram analisados apenas os dados para o estado de São Paulo mas em breve as análises para todo o país estarão disponíveis.

      Att. Sandro

      Resposta
  • 10 de novembro de 2015 em 7:53 AM
    Permalink

    Moro na cidade do Rio de Janeiro, em Botafogo, num apartamento de fundos, que dá para o grande pátio de um colégio. Há muitas árvores neste pátio enorme e os sabiás cantam o dia inteiro e muito mais ao por do sol. Porém, de uns seis meses para cá, tenho acordado por volta da 3h30min. ou 4h com o canto maravilhoso de um sabiá. Como adoro os pássaros, principalmente esta espécie, o “Imperador”, me deleitava com este canto, mas achava esquisito o horário em que iniciava.
    Agora, com esta reportagem, fiquei sabendo desta anormalidade, que parece não ser somente em São Paulo. Talvez seja até em todo o país. Este fenômeno é uma coisa muito interessante e requer profundas pesquisas que possam determinar o porquê desta mudança.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:36 PM
      Permalink

      Olá Miguel,
      Muito obrigado por visitar meu blog, continue acompanhando meus textos.
      Por enquanto foram analisados somente os resultados para São Paulo, mas todas as pessoas do país podem participar e registros do Rio de Janeiro são bem vindos.
      Gostaria de compartilhar suas observações? Acesse http://www.horadosabia.com

      Resposta
  • 11 de novembro de 2015 em 10:35 AM
    Permalink

    Um pouco triste, esses pássaros incomodados pelos maus-hábitos dos humanos. Observei que a iluminação excessiva nas ruas, além do trânsito, muda o comportamento dos pássaros. Vi em Alter-do-Chão Joãos-de-barro e Siriris, bem estressados, voando de um fio-elétrico para outro a noite toda, por estarem próximos a postes de iluminação muito forte. Aqui em Brasilia, onde moro, e onde os pássaros têm a sorte de viver em uma cidade muito arborizada, cantam durante a noite, de setembro a meados de novembro, período de acasalamento, os sabiás-poca, cujo canto é mais monótono, e que tira o sono de muita gente. As pessoas o confundem com o sabiá-laranjeira.

    Resposta
    • 15 de novembro de 2015 em 11:32 PM
      Permalink

      Olá Leila,
      Obrigado por pelo seu interessante comentário. Os registros de pessoas de Brasília são muito bem vindos, por favor acesse nosso formulário e deixe seu recado em http://www.horadosabia.com
      Grande abraço

      Resposta
  • Pingback: 10 notícias do Conexão Planeta que “bombaram” em 2015

  • 26 de janeiro de 2016 em 10:21 AM
    Permalink

    Moro no centro de Campo Grande, RJ. Acordo cedo com o canto de vários pássaros. Local arborizado, sendo que o vizinho tem um pomar. Neste último período de primavera-verão, a cantoria começou por volta das 4 horas. Com o horário de verão, em torno das 5 h. O clima mudou nos meados deste janeiro, com dias seguidos de chuva e temperaturas sensivelmente mais baixas. E a passarada passou a cantar às 6 h. Sou veterinário e ornitólogo amador e com a volta do calor, estou curioso em saber se nos próximos dias eles abrirão o bico outra vez às 5 h no horário de verão. No caso da sabiá-laranjeira, não é a primeira a cantar, começando pela ordem o suiriri, a cambaxirra, o pardal, o bem-te-vi (que domina o palco canoro), o sanhaço, a lavadeira mascarada e depois a sabiá com seu canto tardio mas persistente. Busco verificar então o que é hábito e o que é conveniência no hábito da passarada.

    Interessante o tema. Agradeço o espaço. Alziro de Amorim, Campo Grande, RJ. Em 26/01/2016.

    Resposta
  • 22 de julho de 2016 em 7:43 PM
    Permalink

    Sandro, fiquei encantada com sua iniciativa e com seu trabalho com os sabiás. Eu estou ansiosa para ouvi-los cantar nesse ano. Fico ligada para captar quando começarão. Perto da minha casa há muitos. Há algumas semanas estavam se esbaldando com os abacates maduros caídos no chão. Sou completamente apaixonada pelos passarinhos! Desde fevereiro comecei a fotografar com uma Canon. Ainda tenho muito a aprender! Já fotografei a ariramba, martim-pescador pequeno, pica-paus (amarelo e verde barrado), entre muitos outros que me deram muita alegria. Poderia manter contato com você de alguma maneira para dicas sobre pássaros? Obrigada, Sílvia.

    Resposta
  • 6 de setembro de 2016 em 2:01 AM
    Permalink

    Boa noite! Moro no bairro do Planalto Paulista-SP, e aqui os sabiás iniciam a cantoria cedo, geralmente por volta de 1;00h da madrugada! Somos privilegiados de poder estar em contato com essas lindezas em meio ao caos que é essa cidade. Traz paz pro coração e pra alma! Parabéns pelo artigo!

    Resposta
  • 10 de setembro de 2016 em 11:04 AM
    Permalink

    Sou do interior e já estava acostumada com o canto dos passáros, mas faz 1 ano que mudei para o bairro da Vila Clementino – SP e confesso que estranhei a cantoria pela madrugada!! Ano passado me lembro bem foram apenas 1 semana de sinfonia na madrugada esse ano já está se estendendo para a segunda semana e dessa vez parece que são mais individuos disputando e isso também significa que já faz duas semanas que estou sem dormir, rssss…o Canto é tão alto e tão agudo que parece que estão dentro do meu quarto, mas paciência …

    Resposta
  • 23 de outubro de 2016 em 9:34 AM
    Permalink

    Bom dia, Sandro! Moro em Linhares- ES, no Centro, em uma praça arborizada. Meu quintal possui árvores e algumas frutíferas. Com isso tenho a companhia de muitas e diferentes aves. As sabiás são muitas! Cantam por volta de 4h e durante todo o dia! Sempre tenho frutas para alimentar os pássaros e com isso recebo além das sabiás, sanhaços, currupião, cardeal, currupiras, canários e muitos outros! Um privilégio! Parabéns pelo seu trabalho! Abraços

    Resposta
  • 25 de outubro de 2016 em 7:33 PM
    Permalink

    Abaixo aos sábias quer viraram praga igual aos pombos, cujos pais e pessoas insistem em alimentar.
    Fato é que não sei o que tais aves traduzem de bom ou de bem.

    Resposta
  • 26 de outubro de 2016 em 2:33 PM
    Permalink

    Olá Sandro. Moro em São José dos campos e confesso que também me intriguei com esse comportamento das aves. E também conjecturei que as aves não estavam mais competindo com o barulho diários dos grandes centros urbanos. O seu estudo é importante e esclarecedor, bom trabalho! Recentemente mudou-se para minha rua uma família que veio da roça e trouxe uma ave, um Pixarro, que com o tempo também passou a cantar nas madrugadas Joseenses. agora tenho uma sinfonia da madrugada (Pixarro, Sabiás e Curruíras). Parabéns pelo estudo!

    Resposta
  • 14 de dezembro de 2016 em 4:00 PM
    Permalink

    Olá pesquisador Sandro Von Matter,

    Muito obrigado pelo projeto Hora do Sabiá. Estou participando com observações sobre Lancheira, Penadinho e Mordecai, três indivíduos que coabitam comigo a região perto do Parque Ibirapuera. Também pude notar consistentemente seu(s) canto(s) começando por volta das 3h-4h da manhã por aqui.
    Entretanto deixo esse comentário por outro motivo: recomenda-lo o livro de Bernie Krause “A Grande Orquestra da Natureza”. Também sou músico e, ao ler seu excelente artigo, solidarizei-me de imediato com vosso reconhecimento da importância do ambiente acústico.

    Meus cumprimentos,
    Bug

    Resposta
  • 19 de dezembro de 2016 em 3:10 PM
    Permalink

    Boa tarde!
    Moro em casa, e sou apaixonada por pássaros e em especial sabiá. Diariamente deixo para eles mamão ou banana. Tenho jardim, vasos e eles reviram a matéria orgânica do entorno. Estou “intrigada” com um fato: há mais de um mês tem uma sabiá bicando os vidros do quarto, ora da sala ou cozinha. Quando me vê, sai andando e esconde. Não tem cantado e a vejo só. Porque? é normal?
    Moro em Juiz de Fora, um pouco afastado do centro e temos uma pequena reserva perto.
    Agradeço se receber seu esclarecimento.
    Atenciosamente,
    Rosely

    Resposta
  • 21 de maio de 2017 em 4:02 AM
    Permalink

    Existe uma época do ano que eles param de fazer essa barulheira? Eu estou tendo sérios problemas de sono e de ansiedade por causa disso. Estou com vontade até de me mudar por causa deles, mas me disseram que logo para, que é só uma época que acontece. Tentei pesquisar quando isso ia acontecer mas não encontrei nada.

    Resposta
  • 29 de julho de 2017 em 5:52 AM
    Permalink

    Moro no interior em lugar onde a madrugada é tranquilo, e eles começam a cantar as 3 da manhã e param as 5, e em outras épocas não cantam e 15 anos atras fui para Bertioga onde era quase roça, e cantavam de madrugada, nem luz quase não tinha, acho que essa história do transito não sei não, os voluntários do interior deveriam estar dormindo já que não tem barulho de trânsito.

    Resposta
  • 24 de agosto de 2017 em 8:35 AM
    Permalink

    Mudei há quase dois anos para muito perto do Aeroporto de Congonhas (SP), mas do lado onde não há barulho nem de aviões nem de carros, bairro calmo e arborizado. Incrível a quantidade de pássaros que vejo por aqui, maritacas, bem-te-vis, pardais etc etc. E na primavera do ano passado começou o canto da madrugada que após pesquisar um pouco (conheço muito pouco/quase nada sobre pássaros, vimos se tratar do sabiá-laranjeira. Chegaram na primavera e não percebi quando se foram…. Este ano há mais de 15 dias, ainda no inverno, com muito frio inclusive, ele está com tudo cantando madrugada adentro, a noite toda depois das 0:00!

    Resposta

Deixe uma resposta