A beleza nas profundezas dos Corais da Amazônia

Corais da Amazônia

Eles sobrevivem firmes e fortes, surpreendendo até a Ciência. Eles estão a mais de 100 metros de profundidade e em águas consideradas inóspitas, onde o rio Amazonas se encontra com o Oceano Atlântico. São corais, esponjas-do-mar, rodolitos, estrelas-do-mar, peixes, arraias e outros tantos seres marinhos que habitam o sistema recifal conhecido como Corais da Amazônia.

Os Corais da Amazônia são um ecossistema lindo porque são especiais e únicos. A biodiversidade ali é enorme.

Em 2014, pesquisadores ficaram fascinados com o material recolhido, apenas com redes, em águas profundas, próximo à foz do rio Amazonas. Em janeiro do ano passado, uma nova expedição foi realizada no local, com a presença de biólogos e a equipe do Greenpeace, que levou o submarino Esperanza para a região, como noticiamos aqui.

“Estou me sentindo como alguém que volta de outro planeta”. Foi assim que o professor Ronaldo Francini Filho, da Universidade Federal da Paraíba, descreveu, em 2017, a experiência de observar os recifes de corais na Amazônia. Para ele, foi desvendado um mundo oculto, de natureza exuberante, num local inóspito na qual seria quase impossível existir tanta vida.

Inicialmente, acreditou-se que o recife, que se estende da Guiana Francesa ao estado do Maranhão, teria cerca de 960 km. Todavia, em março, o Esperanza voltou ao Brasil, para realizar uma nova expedição científica na região. O resultado foi surpreendente!

Em artigo divulgado na publicação Frontiers in Marine Science, pesquisadores brasileiros, americanos e franceses revelaram que o chamado Sistema de Corais da Grande Amazônia é seis vezes maior do que acreditava-se, tendo cerca de 56 mil km2, e sua profundidade também era maior do que o estimado em 2017.

Os cientistas destacam que a biodiversidade contida ali é complexa, ou seja, habitat de centenas de espécies da fauna e flora. Ainda segundo o estudo, o Sistema de Corais da Grande Amazônia pode ajudar a entender melhor se existe uma conexão entre o Mar do Caribe e o Oceano do Atlântico Sul.

E aqui mostramos um pouco dessas belezas e o que já descobrimos sobre os seres que vivem ali:

O peixe piraúna (ou catuá) se abrigando dentro de uma esponja-do-mar já rodou o mundo e ficou famoso em uma das fotos
mais reproduzidas dos Corais da Amazônia até hoje. Atrás dele, outra esponja com rodolitos ao redor

 

Estas estruturas recifais foram encontradas entre 95 e 120 metros de profundidade, a menos de 150 km de Caiena, Guiana Francesa.
A imagem é uma das provas de que o recife dos Corais da Amazônia se estende até esse país vizinho


Esponjas amarelas, entre outras espécies, se misturam a algas e rodolitos e mostram como o recife é colorido e cheio de vida.
Essa foi uma das imagens que fizemos em 2017, quando vimos os Corais da Amazônia debaixo d’água pela primeira vez


Esta é uma das imagens mais icônicas dos Corais da Amazônia. Os rodolitos, também conhecidos como algas-calcárias,
são presentes em quase toda a extensão do recife

*Texto publicado originalmente no site do Greenpeace Brasil 

Fotos: divulgação Greenpeace

O Greenpeace Brasil faz parte da organização não-governamental internacional, sem fins lucrativos, com mais de 30 anos de luta pacífica em defesa do meio ambiente. Atua no Brasil desde 1992 (Eco92) e em 30 países por meio de ativismo e de protestos pelo meio ambiente

Greenpeace Brasil

O Greenpeace Brasil faz parte da organização não-governamental internacional, sem fins lucrativos, com mais de 30 anos de luta pacífica em defesa do meio ambiente. Atua no Brasil desde 1992 (Eco92) e em 30 países por meio de ativismo e de protestos pelo meio ambiente

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