20 dias contemplando as crianças na natureza


Setembro é fim de verão, mas já faz frio na Alemanha e na Holanda. Chove às vezes e folhas amarelam. Outono bate à porta. Quase sempre de bicicleta, perambulei, percorri parques urbanos atrás de espaços divertidos e selvagens pras crianças

Em Freiburg, na Alemanha, participei de uma Missão Técnica, promovida pelo Instituto Alana, para ver de perto as políticas públicas da cidade para inclusão, mobilidade e participação das crianças. Encontrei bairros amigos das crianças com espaços livres de carros, florestinhas urbanas, jardins para brincar, uma realidade próxima do sonho.

De volta a Holanda pedalei todo dia pelos parques das cidades e encontrei lugares que me fizeram apurar o olhar: chamei de Arqueologia da Brincadeira Selvagem o encontro com espaços como esse onde houve brincadeira, há sinais, embora não seja um parquinho institucional.

Virou uma brincadeira descobrir os vestígios da brincadeira orgânica. Foram diversos achados…

Chama a atenção a diversidade de mobiliário em parquinhos urbanos, um diferente do outro, quase nunca com os mesmos brinquedos como acontece, aqui, no Brasil.

 

Mas o melhor ainda estava por vir. Em Rotterdam e Amsterdam há espaços projetados para a criança ter uma experiência mais selvagem e livre na natureza. Muitas vezes com água, canais, laguinhos, pontes. Então pude contemplar o prazer da descoberta, da aventura, do risco. Criança feliz deixa a sociedade mais viva!

Quem quiser saber mais, pode pesquisar o Diário da Missão Técnica à Freiburg, publicado pelo programa Criança e Natureza, do Instituto Alana. A Laís Fleury, coordenadora desse programa, também escreveu a respeito, aqui no Conexão Planeta.

Texto originalmente publicado no site Jardim das Brincadeiras, em 30/10/2017

Guilherme Blauth, artista e agrofloresteiro, facilitador de processos ecopedagógicos, autor do Jogo da Carta da Terra e dos jogos Kablan, Cipó, Fluss, Nove e Pupet. Sua vida tem sido encontrar possibilidades de conectar aprendizagem, vida e arte

Guilherme Blauth

Guilherme Blauth, artista e agrofloresteiro, facilitador de processos ecopedagógicos, autor do Jogo da Carta da Terra e dos jogos Kablan, Cipó, Fluss, Nove e Pupet. Sua vida tem sido encontrar possibilidades de conectar aprendizagem, vida e arte

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